Como intriga um homem

6 Como fazer um homem se apaixonar – Você deve ser Misteriosa. 7 Como deixar um homem louco de amor – Flertar. 7.1 Outros artigos que podem lhe interessar: 8 Não tenha medo de perder o homem. 9 Não concorde sempre com ele. 10 Seja paciente (não force demais). 11 Deixe-o sentir sua falta. 12 Vídeo define bem como fazer um homem se ... Como Reagir Quando For Insultado ou Provocado. Aprender a reagir com insultos ou provocações pode ajudá-lo a lidar melhor com essas situações sociais desagradáveis. Avaliar o momento, reagir adequadamente e buscar ajuda quando necessário... Aqueles joguinhos amorosos de desinteresse são coisas do passado. Nesse quesito, o segredo de como conquistar um homem com método é demonstrar sim que você esteja interessada, mas de forma sutil e NUNCA forçando a barra.. Forçar a barra significa implorar para vê-lo, tentar se aproximar da família e amigos sem ser apresentada, armar encontros “casuais”, etc. Em Intriga Internacional, o tema é a maturidade sexual. Roger Tornhill (Cary Grant), um típico homem edipiano, é um bem-sucedido publicitário que leva uma vida desinteressante e infantil. É um homem praticamente sem personalidade: oprimido pela influência materna da qual não consegue se libertar, ele comporta-se como se fosse uma criança. Então, na frente de um “Não” em resposta a uma proposta sexual, um homem não pensa que você é complexo e complicado e, portanto, super charmoso e quer fazer sexo com você deve estar atrás de você por 6 meses em que você o fará estúpido. faça-o fazer toneladas de coisas que ele odeia. Como intrigar um homem. Exemplo: Um homem sonhado em ver um homem escocês falando com ele. Na vida real ele estava fantasiando sobre o que seria como ser rico e observe uma garota que ele gostava e destruiu para que ela teria que ser com ele. Exemplo 2: Um homem sonhava em ter medo de um homem escocês. Teve em vida, que ele temia que seu pai iria rir na cara dele ... Use estas 10 dicas sobre Como Impressionar um Homem e fique na mente dele por mais tempo. Corpo Sexy e Mente Inteligente. Para todos os homens, a atração física é importante. Mas não é tudo. Um rosto atraente pode manter a atenção de um cara por alguns segundos. Mas para ele realmente ficar impressionado e ficar caidinho por você ... Conheça 25 frases para deixar um homem pensando em você durante todo o dia! Se você tem um alvo em mente, conhecer frases para fazer uma pessoa ficar pensando em você é uma excelente ideia para demonstrar seu interesse e torna-lo o mais recíproco possível em relação àquele que você ama. Como Intrigar um Cara. Para intrigar um cara de verdade, faça com que ele pense que você é fascinante e deixe-o querendo mais. Você não pode abrir o jogo ou fazer com que ele sinta como se tivesse sacado qual é a sua nos primeiros cinco... Baixe estas Foto premium sobre Homem barbudo bonito em uma camisa, olha com intriga e interesse para a câmera em cinza, e descubra mais de 5 Milhão de fotos de arquivo profissionais no Freepik

A ignorância é uma bênção

2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.09.06 17:54 napoleonc espy

Dons e habilidades específicas de IP

Esses gráficos fornecerão apenas o bônus que esses dons / habilidades dão ao sistema de IP. Para todos os bônus / dons / habilidades oferecidos por IP / SA, consulte o gráfico acima.

Como funciona!

Quando uma cena é postada, desde que não esteja ocorrendo em um exército em movimento (exércitos em fortalezas / cidades / etc. Serão lançados neste sistema), um moderador rola em um canal público de rolagem para determinar se um espião ouviu o conteúdo.
Este teste é acionado por um pedido do jogador. Basta enviar o seguinte formato:
**IP Rolagem Requerente** **Alvo:** [Cena] 
Os parâmetros para cenas públicas são os seguintes:
Os parâmetros para cenas privados são os seguintes:
Cenas públicas x privadas geralmente se resumem a se uma conversa está ocorrendo a portas fechadas ou ao ar livre. Por exemplo, em Porto Real, uma discussão ocorrendo nos jardins da Fortaleza Vermelha é considerada pública. Uma discussão ocorrendo nas câmaras do Pequeno Conselho é considerada privada.

Determinando quem recebe informações

Após um IP roll bem-sucedido, uma lista de espiões presentes é lançada em um randomizador de lista.
Um teste é feito em um d20 para determinar quantos anéis presentes, em uma escala de porcentagem, aprendem sobre os eventos do segmento.
Os parâmetros são os seguintes:
Digamos, por exemplo, que Lady Redwyne e Lord Roxton estão conversando nos mercados fora de Jardim de Cima e o IP é bem-sucedido. O resultado do teste acima é um 20 natural, o que significa que 50% dos anéis na Campina aprenderão as informações neste tópico (de uma forma ou de outra). Se houver 20 anéis ao alcance, 10 deles aprenderão. Para determinarmos quais 10 aprenderam sobre esse tópico, a lista de 20 anéis é enviada ao gerador de lista aleatória. Um 10d20 é lançado, 10 representando quantos anéis aprenderão da informação e 20 representando o número total de anéis presentes. Os 10 números resultantes gerados pelo teste serão então comparados com a lista aleatória. Digamos que os resultados sejam 1, 9, 11, 5, 12, 11, 20, 19, 15, 5. Os proprietários desses anéis serão notificados com uma pequena sinopse no sabor de um relatório de espionagem sucinto isso diz a eles o que aprenderam.
Se um jogador tem mais de 1 anel em uma área, e eles rolaram duas vezes, não haverá relançamento. Isso representa o poder do personagem em uma área; quanto mais anéis você tem em uma área, mais chances você tem de aprender sobre um tópico e menos chances de outros mestres espiões aprenderem sobre uma cena.
A lógica por trás de ter uma boa quantidade de anéis aprendendo informações não é que eles estarão todos presentes naquela cena em si, mas que esses espiões aprenderão sobre essas informações através de suas conexões subterrâneas. A notícia se espalha, mesmo que seja sobre algo relativamente inofensivo. A intriga desempenha um grande papel no Grande Jogo.
Aqueles que aprenderem sobre o conteúdo das cenas saberão de tudo, incluindo conversas que continuam após a rolagem.

Anéis defensivos

Se a sua cena for espionada e você tiver anéis na área em que essa cena está ocorrendo (mesmo que você esteja apenas participando da cena) e seu anel for um daqueles rolados para receber a informação, você será informou que espiões tentaram (e podem ter) fugido com algumas informações. Isso representa uma espécie de sistema anti-espionagem.

Ações de IP na Virada de Turno

Devido à abordagem minimalista que adotamos com este sistema, a única participação ativa dos membros é através da virada de turno.
A virada de turno é onde você poderá mover seus anéis de uma região para outra. Não há negativos para mover seus anéis.
Lembre-se: Se você criar um personagem ou aprender uma habilidade que forneça anel (eis) para você, envie um ModMail ou mensagem para um adm com a localização do (s) seu (s) anel (eis).
Você DEVE enviar uma ficha a cada lua para manter seu status de atividade de IP. Se você não mover nenhum de seus anéis, use o formato de Atividade abaixo.
Formato de solicitação de movimento de anel único:
**Nome do Personagem:** **Movendo Anel:** [Região atual] para [Região de destino] Formato de solicitação de movimento do anel múltiplo: **Nome do Personagem:** **Movendo Anel:** [Região Atual 1], [Região Atual 2] para [Região de Destino] Formato Ativo (se você não quiser mover nenhum anel, poste este): **Nome do Personagem:** **Todos Anéis Parados:** 
Exemplo para solicitação de movimento de anel único:
Nome do personagem: Qarl Frey
Mova o Anel: Tridente para Porto Real
Exemplo para solicitação de movimento de vários anéis:
Nome do personagem: Qarl Frey
Move Rings: 2 anéis norte, 2 anéis Tridente para Porto Real
Exemplo 2 para solicitação de movimento de vários anéis:
Nome do personagem: Qarl Frey
Mover anéis: 1 anel norte para Tridente
Move Rings: 2 Anéis Vale, 2 Porto Real rings para Terras da Coroa
Mover anéis: 2 anéis de Porto Real para Dorne

Subterfúgio Ativo

A inteligência passiva é apenas metade do sistema, se tanto. O restante reside em subterfúgio ativo e suas ações relacionadas, incluindo Assassinatos, Sabotagem e Espionagem Militar.
A inteligência passiva e o subterfúgio ativo não se misturam. Este é um sistema separado de seus anéis passivos de coleta de inteligência. Seus anéis IP têm impacto direto zero em qualquer uma das mecânicas do Active Subterfuge abaixo.
Para participar do sistema Active Subterfuge, você precisa de um dos três tipos de Agentes: Assassino, Sabotador e Mole. Presentes e habilidades fornecem a você esses agentes, conforme listado abaixo. Ao contrário do IP, SA concentra-se em áreas / cidades / locais específicos e não em regiões como um todo.
Para utilizar seus agentes, você deve se envolver com a virada de turno. Subterfúgio Ativo é estritamente um sistema baseado em virada de turno, diferente da solicitação final assim que você estiver pronto para iniciar. Seus agentes criam níveis de infiltração em locais estáticos. Mais sobre isso abaixo.

Dons e habilidades específicas do SA

Esses gráficos fornecerão apenas o bônus que esses dons / habilidades proporcionam ao sistema SA. Para todos os bônus que os dons / habilidades de IP / SA oferecem, consulte o gráfico no topo desta página.

Infiltrações

Para sequer pensar em utilizar seus agentes e seus dons / habilidades, você deve ter agentes infiltrados em uma área / exército. Você só pode solicitar 1 infiltração por lua por agente que você possui. Você NÃO pode empilhar seus agentes em uma área para ter várias chances de aumentar seu nível de infiltração. Apenas um agente por área é permitido.
Você pode empilhar UM Assassino e UM Sabotador em um local, mas não mais de um agente de cada tipo em um local.
Seus agentes começarão sem atribuição. Você DEVE ter sucesso em um teste de infiltração para que seus agentes sejam estabelecidos em um local.
Seus agentes DEVEM permanecer na área / região para aumentar os níveis de infiltração. Se eles forem transferidos para outra área, seus níveis de infiltração serão redefinidos. Por exemplo, se na Lua 1 você usar com sucesso um agente para construir infiltração em Rochedo Casterly, e então na lua 2 você usar esse agente com sucesso em Winterfell, você perderá seu (s) nível (is) de infiltração em Rochedo Casterly.
Ao contrário do PI, você deve especificar um local, não uma região. Os dons e habilidades terão efeitos nos testes e serão listados em suas respectivas seções abaixo. Os parâmetros para infiltrações são os seguintes:
Cada tipo de subterfúgio terá seus próprios requisitos de infiltração. Por exemplo, você precisa completar 6 infiltrações antes de solicitar uma jogada de assassinato contra o rei. Não é tão fácil quanto parece.
As infiltrações são a substituição para os requisitos de prontidão, coleta de informações / ação não destrutiva / destrutiva do sistema antigo.
O sabor dentro do universo para infiltrações são seus agentes lentamente, ao longo do tempo, construindo suas informações sobre o alvo. Isso poderia ser memorizar as rotas de patrulha de guarda, memorizar as rotas para entrar e sair facilmente, obter um disfarce, preparar materiais, etc. O subterfúgio não foi feito para ser fácil e isso representa o trabalho árduo dos agentes e seus espiões em tentativas de subterfúgio .
Nota: Se o seu pedido de subterfúgio for bem-sucedido, seus níveis de infiltração na área serão eliminados completamente até 0.

Interrogando Agentes Capturados

Sempre que um Agente é capturado, seja nas infiltrações ou nos testes de tentativa Ativos, 2 testes serão feitos usando os seguintes parâmetros:
Se o espião mestre do Agente tiver o dom insidioso:
1: O lançamento deve ser um 20 natural , ou seja , o lançamento básico sem quaisquer modificadores.
Se os espiões mestres tiverem colaborado e um agente for pego na tentativa, o primeiro conjunto de parâmetros aqui será utilizado mesmo se algum dos mestres espiões envolvidos tiver o dom Insidioso. Se o interrogatório for bem-sucedido, o mestre espião que tem o dom Insidioso não será revelado, a menos que o teste seja um 20 natural.
Se todos os mestres espiões envolvidos tiverem o dom Insidioso, o segundo conjunto de parâmetros será usado.

Ações de SA na Virada de Turno

A virada de turno é onde você solicitará suas jogadas de infiltração e moverá seus agentes.
Observação: mover o agente com sucesso perderá todos os níveis de infiltração em sua localização atual. Você deve solicitar uma tentativa de infiltração para obter níveis de infiltração.
Aqui está o layout para a configuração inicial de seus agentes:
**Nome do Personagem:** **Dons/Habilidades:** **Ação:** [Tipo de Agente], Infiltração [Local] 
Se o procedimento acima for bem-sucedido, você ganhará 1 nível de infiltração no local. Para continuar a construir níveis de infiltração , você deve enviar a seguinte ação:
**Nome do Personagem:** **Dons/Habilidades:** **Ação:** [Tipo de Agente e Local], Infiltrado, [Nível da Infiltração atual] 
Para mover seus agentes , você deve enviar a seguinte ação:
**Nome do Personagem:** **Dons/Habilidades:** **Ação:** [Tipo de Agente e LOcal], Infiltração [Novo Local] 
Nota: Se o teste acima for bem-sucedido, você perderá todos os níveis de infiltração em seu local original .
Exemplo para configuração inicial de agentes:
Nome do personagem: Qarl Frey
Dons / Habilidades: Subversivo / Sabotagem (e), Investigar
Ações: [Sabotador], Infiltrar [Correrrio]
Exemplo para construir níveis de infiltração:
Nome do personagem: Qarl Frey
Dons / Habilidades: Subversivo / Sabotagem (e), Detetive
Ações: [Sabotador Correrrio], Infiltrar-se, [1]
Exemplo para movimentação de agentes:
Nome do personagem: Qarl Frey
Dons / Habilidades: Subversivo / Sabotagem (e), Detetive
Ações: [Sabotador de Correrrio], Infiltrar [Harrenhall]

Assassinatos

Se você está construindo níveis de infiltração de assassinos em um local, presume-se que você, bem, deseja assassinar alguém lá. Existem custos de infiltração específicos para seus alvos que você deve trabalhar. Conforme a meta fica mais importante, o custo de infiltração aumenta. É objetivamente mais difícil assassinar um Lord Suserano ou Rei do que um Lord menor ou um Plebeu..
O alvo não precisa ser nomeado até a solicitação de rolagem final (enviada ao Homem Comum). Esteja avisado, se você não tiver infiltração suficiente salva, sua solicitação será negada se for determinado que seu alvo é um nível superior ao que você salvou.
Para os parâmetros de infiltração, consulte a seção Infiltrações acima.

Dons / habilidades específicas para assassinato

Este gráfico fornece apenas o bônus que esses dons / habilidades podem fornecer para testes de infiltração de Assassínio e testes de tentativa de Assassínio.

Tentativa de Assassinato

O dia chegou. O dia que você, junto com possíveis co-conspiradores, planejou para muitas luas. No final das contas, isso realmente não se resume a um único teste ... porque cada teste de infiltração foi um planejamento meticuloso e paciência. A dificuldade vem do planejamento, não da ação final.
Aqui estão os parâmetros básicos de tentativa:
Se sua tentativa de assassinato for contra um personagem com uma guarda de PERSONAGEM DE JOGADOR especificada, como o Rei / Rainha ou um membro da Família Real com uma Guarda Real / Guarda Rainha atribuída a eles for bem-sucedida, um teste adicional será necessário:
Para representar o treinamento de um Assassino, seu limite de duelo será 60/3

sabotar

Existem vários tipos diferentes de sabotagem em que seus agentes podem participar. Abaixo estão os vários níveis de infiltração necessários para várias ações de sabotagem.
Abaixo está uma descrição sucinta sobre a que cada um dos tipos de Sabotagem pode ser aplicado:
Ler uma carta fornecerá a você o conteúdo da carta, mas alertará o destinatário de que a carta foi lida. Ler os planos de guerra fornecerá a você apenas a ordem de movimento inicial se originado do local em que seu Sabotador está (por exemplo, Lannister movendo uma quantidade X de tropas de Rochedo Casterly para Porto Real).
Para os parâmetros de infiltração, consulte a seção Infiltrações acima.

Sabotar dons / habilidades específicas

Este gráfico fornece apenas o bônus que esses dons / habilidades podem fornecer para testes de infiltração de Assassinato e testes de tentativa de Assassinato.

Tentativa de Sabotagem

O dia chegou. O dia que você, junto com possíveis co-conspiradores, planejou para muitas luas. No final das contas, isso realmente não se resume a um único teste ... porque cada teste de infiltração foi um planejamento meticuloso e paciência. A dificuldade vem do planejamento, não da ação final.
Aqui estão os parâmetros básicos de tentativa:

Solicitação de tentativas de assassinato / sabotagem

Enquanto as jogadas de infiltração são solicitadas através da virada de turno, você deve notificar o Homem Comum com sua solicitação para usar os níveis de infiltração do seu agente.
O formato da ficha deve ser o seguinte:
**Nome do Personagem:** **Dons/Habilidades:** **Localização do Agente e nÍVEL DE iNFILTRAÇÃO:** **aÇÃO rEQUESITADA:** [List one of the sabotages, or Assassination] **Action Target:** [Who/where will be the target?] **Notas:** [Anything relevant to use for flavor purposes in writing the attempt up.] 
Exemplo de solicitação de tentativa de sabotagem:
Nome do personagem: Qarl Frey
Dons / Habilidades: Subversivo / Sabotagem (e), Investigar
Localização do agente e nível de infiltração: Correrrio, 5
Ação solicitada: Destruição Principal
Alvo de ação: armazenamento de alimentos em Correrrio
Notas: Este será um incêndio criminoso que atinge as lojas de alimentos e queima as colheitas armazenadas para o inverno.
Exemplo de solicitação de tentativa de assassinato:
Nome do personagem: Qarl Frey
Presentes / Habilidades: Cruel / Assassino (e),Investigar
Localização do agente e nível de infiltração: Correrrio, 5
Ação solicitada: assassinato
Alvo da ação: Lord Tully
Notas: Se for bem-sucedido, o assassino estrangulará Lorde Tully em seu sono e então cortará sua orelha.

Espionagem Militar

O funcionamento da Espionagem Militar é passivo em relação à coleta de informações, ao invés de ativo. Existem níveis de espionagem militar, cada um abrindo mais informações para o espião mestre.
Um espião mestre DEVE rolar para se infiltrar em sua Mole a cada turno , mesmo no nível 5. Isso ocorre porque a coleta de informações é constante e, portanto, sempre deve haver uma chance de capturar o espião. Se o espião mestre perder um segmento de turno, seu nível de infiltração diminuirá em 1 (para não ser inferior a 1).
Abaixo está uma lista de quais informações cada camada de infiltração fornece:

Dons / habilidades específicas para espionagem militar

Espionagem Militar Turn Thread Action

Essas ações de sequência de turnos não são diferentes de Assassinato e Sabotagem, elas requerem apenas uma informação adicional.
Para determinar com qual exército seu Mole está, você deve incluir um link para o comentário de ordem de movimento do segmento de turno mais atual desse exército em seu link. Mover sua Mole fará com que você perca todas as camadas.
**Nome do Personagem:** **Dons/Habilidades:** **Ação:** Mole, Infiltração [Local] 
Se você quiser mover sua Mole para outro exército, você pode fazer isso usando a seguinte solicitação de ordem:
**Nome do Personagem:** **Dons/Habilidades:** **Ação:** Mole [Exército], Infiltração [Novo Exército] 
Nota: mover sua Mole de um exército fará com que você perca todos os níveis de infiltração.
Exemplo de solicitação de infiltração de toupeira:
Nome do personagem: Qarl Frey
Presentes / habilidades: Schemer / Espionagem (e), Detetive
Ações: Toupeira, Infiltrar [Exército Tully]
Link do tópico de virada do Exército: [link para o pedido mais recente do tópico de virada do Tully Army]
Exemplo de solicitação de movimento de toupeira:
Nome do personagem: Qarl Frey
Presentes / habilidades: Schemer / Espionagem (e), Detetive
Ações: Tully Army Mole, Infiltrate [Stark Army]
Link do tópico de virada do Exército: [link para o pedido mais recente do tópico de virada do Exército Stark]
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2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.06.08 04:48 altovaliriano Shae (parte 2)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
A relação entre Tyrion e Shae começa com um tom promissor. Tyrion fica satisfeito por ter arranjado uma mulher esperta, indolente e com poucos escrúpulos. Shae arranjou um cliente abastado, zeloso e lúcido. A única coisa que vai se transformando durante A Fúria dos Reis é justamente a lucidez de Tyrion.
Agora estou livre de Tysha, pensou. Ela me assombrou durante metade da minha vida, mas já não preciso dela, não mais do que preciso de Alayaya, Dancy ou Marei, ou das centenas de mulheres iguais a elas com que fui me deitando ao longo dos anos. Agora tenho Shae. Shae.
(ACOK, Tyrion VII)
É uma situação que chegará a tal ponto de absurdo em A Tormenta de Espadas que até o próprio Varys se permite a um desabafo:
[…] Confesso que não compreendo o que há nela para fazer com que um homem inteligente como você aja tão tolamente.
(ASOS, Tyrion VII)
Eu acho que consigo responder a Varys o que há em Shae para que Tyrion haja como um bobo. Shae é a muleta na qual Tyrion se apoia durante sua ascensão á posição de maior importância que alcançou em sua vida. Tyrion ignora todos os defeitos de Shae porque ela se torna um amuleto de seu momento. Ele quer preservar Shae na mesma medida em que busca preservar o prestígio recém-adquirido.
Quando Tyrion conhece Shae à beira do Ramo Verde, o anão era apenas o mais desprezível dos Lannisters. Aquele que o próprio Tywin não se importava em enviar à morte como bucha de canhão. Porém, o aprisionamento de Jaime e a impotência de Cersei em controlar Joffrey elevam Tyrion ao terceiro lugar da Casa (Kevan era o segundo, tão importante que Tywin não pode enviá-lo a Porto Real).
Como já aleguei antes,tenho impressão de que a trajetória de Tyrion lembra aquela frase atribuída a Abraham Lincoln: "Quase todos os homens podem suportar adversidades, mas se quiser testar o caráter de um homem, lhe dê poder". A Guerra dos Cinco Reis dá e tira poder de Tyrion, mas ele sempre pode contar com o afeto artificial de Shae.
É real, tudo isso, pensou, as guerras, as intrigas, o grande jogo sangrento, e eu no centro de tudo… eu, o anão, o monstro, aquele de quem zombavam e riam. Mas agora tenho tudo, o poder, a cidade, a moça. Foi para isso que fui feito e, que os deuses me perdoem, adoro tudo…
(ACOK, Tyrion VII)
Porém, o isolamento de Tyrion no poder faz com ele confunda os serviços incondicionais da prostituta com lealdade incondicional. Tyrion desenvolve sentimentos para com Shae, mas não amor, e sim dependência.
Idiota, disse depois a si mesmo, enquanto descansavam no meio do colchão afundado, entre lençóis amarrotados. Nunca aprenderá, anão? Ela é uma prostituta, maldito seja, é o seu dinheiro que ama, não o seu pau. Lembra de Tysha?
(ACOK, Tyrion I)
Tyrion pensa em Shae como uma prostituta e faz para ela os planos que homens fazem para suas concubinas. Ele não ousa sequer sonhar em casar com ela, mas, claro, sabemos que ele pensa assim exatamente porque sabe o que Tywin faria com ela se soubesse. O que Tyrion não conta ao leitor (e nem poderia) é que é justamente porque o pai o proíbe que ele passa a projetar Tysha (seu outro amor proibido) sobre Shae.
Em outras palavras, ele não ama Shae, ele ama a sombra que Tywin jogou sobre ela e, em razão de seu isolamento no poder, Tyrion fica cada vez mais dependente desta relação. Especialmente porque, desta vez, ele não quer que as coisas terminem como terminaram da última vez.
[...] gostaria de ser sua senhora, senhor. Vestiria todas as coisas bonitas que me deu, cetim, samito e pano de ouro, e usaria suas joias, pegaria na sua mão e sentaria ao seu lado nos banquetes. Poderia dar-lhe filhos, sei que poderia… e juro que nunca o envergonharia.
Meu amor por você já me envergonha o suficiente.
(ACOK, Tyrion X)
Shae, contudo, não corresponde nenhum destes sentimentos. Até porque Shae tem pouca capacidade para empatia (uma das coisas que a série de TV difere dos livros). Talvez seja porque a prostituição a fez assim. Ou talvez ela simplesmente é assim.
De fato, quando fala sobre seu trabalho como aia de Lollys Stokeworth após ela sofrer estupro coletivo durante a revolta do pão, Shae desmerece o trauma de Lollys e só mostra nojo com a sujeira de Lollys com a comida:
Está dormindo. Dormir é tudo o que quer fazer, a grande vaca. Dorme e come. Às vezes adormece enquanto está comendo. A comida cai para dentro de sua manta e ela rola em cima, e tenho de limpá-la – fez uma cara enojada. – Tudo o que fizeram foi fodê-la.
(ACOK, Tyrion XII)
Essa resposta é particularmente interessante, pois, em um capítulo anterior, Shae havia assim reagido quando o anão lhe contou sobre a punição de Tysha:
Os olhos de Shae tinham-se aberto muito, mas Tyrion não conseguiu ler o que havia por trás.
(ACOK, Tyrion X)
Apesar de sua esperteza, Shae demonstra repetidas vezes ter uma visão míope sobre como o mundo de Tyrion funciona. Quando Tyrion afirma que não poderia casar com ela por causa de sua família, Shae aparece com uma solução brilhante: mate sua família.
– Então mate-a e resolva o assunto. Não é como se houvesse algum amor entre vocês.
Tyrion suspirou.
– Ela é minha irmã. O homem que mata seu próprio sangue é para sempre maldito aos olhos dos deuses e dos homens. Além disso, [...] meu pai e meu irmão gostam dela. […] Contra Jaime ou meu pai, não tenho mais do que umas costas tortas e um par de pernas atrofiadas.
– Tem a mim – Shae o beijou, deslizando os braços em volta de seu pescoço enquanto pressionava o corpo contra o dele.
(ACOK, Tyrion X)
Em outro momento, quando Varys estava propondo o enigma do mercenário, Shae deixa escapar em um ato falho que o homem rico era o mais poderoso:
– Numa sala estão sentados três grandes homens, um rei, um sacerdote e um homem rico com o seu ouro. Entre eles está um mercenário, [...]: Quem sobrevive e quem morre? […]
Shae franziu seu lindo rosto.
– O rico sobrevive, não é?
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae fica sabendo que Tyrion habitaria a Torre da Mão na Fortaleza Vermelha, ela faz de tudo para manipulá-lo a levá-la também. Mesmo quando Tyrion aluga uma mansão para ela, Shae parece insatisfeita o suficiente para certas máscaras começarem a cair:
Tinha instalado Shae numa vasta mansão [...]. Queria passar mais tempo com ele, tinha dito; queria servi-lo e ajudá-lo. “Ajuda-me mais aqui, entre os lençóis”, disse-lhe uma noite depois do amor [...]. Ela não tinha respondido, exceto com os olhos. Foi aí que viu que aquilo não era o que ela queria ter ouvido.
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae vislumbra que o plano de Tyrion para trazê-la para o castelo era deixá-la nas cozinhas como lavadora de pratos, Shae chega a pedir para ficar na mansão (“não podia apenas me dar mais guardas?”). Tyrion a agride quando ela desdenha do poder de Tywin, ele lhe conta sobre Tysha e ela finalmente concorda.
Neste diálogo vimos Shae fazer alegações sobre seu próprio passado como forma de ameaça velada de deixar Tyrion, com clara intenção de manipulá-lo. Contudo, quando Tyrion a confronta com a versão anterior do relato, ela simplesmente mente para consertar a contradição:
Meu pai fez de mim a ajudante de cozinha dele – ela disse, com a boca se contorcendo. – Foi por isso que fugi.
Tinha me dito que fugiu porque seu pai fez de você a prostituta dele – lembrou-lhe Tyrion.
Isso também.
(ACOK, Tyrion X)
Como Tyrion logo depois conta a Shae que decidiu lhe dar o cargo de aia de Lollys, eu acredito que a garota deve ter sentido que havia conseguido persuadir Tyrion com sua insistência, ignorante de que a alternativa havia sido apresentada e arranjada por Varys.
Eu, inclusive, suspeito que foi neste momento que Shae passou a constar da folha de pagamento do eunuco, que fez isso justamente para evitar que ela entrasse na folha de Petyr Baelish. Permitam-me explicar.
Tyrion havia enganado Varys, Pycelle e Mindinho sobre seus planos com Myrcella (ACOK, Tyrion IV), mas Petyr havia ficado realmente irritado por ter sido dobrado pro Tyrion (ACOK, Tyrion V). Tyrion já está usando o túnel da mão pra visitar Shae há um bom tempo (ACOK, Tyrion III), mas certo dia Tyrion chega ouvir “o som de música pairando sobre os telhados” quando sai dos estábulos (ACOK, Tyrion VII), indicando que talvez Symon Lingua-de-Prata já estivesse espiando as redondezas.
Pois bem, Petyr deixara Porto Real para Ponteamarga algum tempo antes de Myrcela partir (ACOK, Tyrion VIII), um álibi clássico de Petyr antes de dar o sinal verde para seus planos. Após a revolta do pão, Symon já está na mansão com Shae algo que Tyrion não saberia caso não tivesse abandonado a cautela e saído a galope por Porto Real, “correndo para o seu amor” (ACOK, Tyrion X).
Mas a fala de Shae sobre Symon parece indicar que Symon é um visitante habitual desde um pouco depois de que Tyrion e Mindinho tiveram sua desavença:
– Não vai lhe fazer mal, não é? – Shae acendeu uma vela perfumada e ajoelhou-se para tirar suas botas. – Suas canções alegram-me nas noites em que você não vem.
(ACOK, Tyrion X)
Portanto, eu acredito que Symon é um agente de Mindinho que está espionando Shae a fim de descobrir pontos fracos na Mão. Alguns leitores acreditam que a própria Shae seria uma espiã de Petyr, a partir do fato de que ela estava bem informada demais sobre as atrações do casamento de Joffrey - especialmente a justa de bobos (ASOS, Tyrion II). Entretanto, estes leitores deixam passar que foi Symon quem trouxe essas informações à Shae.
Não por outra razão, no mesmo capítulo que Symon e Tyrion se encontram pela primeira vez, Varys encontra a solução perfeita para trazer Shae para a corte. Varys combina perfeitamente as necessidades ostentadoras de Shae, os desejos de Tyrion e a necessidade de tirar urgentemente a menina da linha de fogo dos agentes de Petyr.
– É melhor aia de uma senhora do que ajudante de cozinha –Shae dissera quando Tyrion lhe contou o plano do eunuco. – Posso levar o cinto de flores de prata e o colar de ouro com diamantes negros que disse que se pareciam com meus olhos? Não os usarei, se disser que não devo.
(ACOK, Tyrion XI)
Por outro lado, Lollys é a patroa ideal para neutralizar a ganância de Shae. O esquema de Varys requeria que ele contasse à mãe de Lollys (Senhora Tanda) que a aia atual de sua filha estava roubando jóias (ACOK, Tyrion X). Não sabemos se esta história é verdade ou Varys iria armar para cima da atual serva. O que importa perceber é que, uma vez que a história vazasse, Tanda provavelmente endureceria a vigilância sobre a nova criada, deixando pouco espaço para Shae causar problema roubado coisas na corte.
Como se vê, a natureza de Shae está muito aparente para aqueles ao redor de Tyrion, exceto para o próprio Tyrion. Por mais que exercite com frequência a lembrança de que ela é uma prostituta atrás de dinheiro e conforto, e de saber que a relação entre eles não passará daquele estágio de amor proibido, ele parece incapaz de fantasiar com seu afeto.
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2020.06.03 21:35 Zorubark Obrigada pelo ouro estranho gentil

Reddit é tão inimaginavelmente inteligente até mesmo um usuário móvel como eu não consigo entender as profundezas das mentes do Redditor médio. Assinando ambos dankmemes e politics, este homem alcançou o auge do que ele acha que pode ser espirituoso, sua caixa de entrada enche com respostas de seu último post de formato quente em prequelmemes e metade deles espalha exatamente a mesma carta de volta para ele 'F'. Enquanto ele assiste legiões de crianças de quinze anos apressadamente digitar "Wholesome 100" em uma tentativa bajuladora de reivindicar pontos virtuais da internet, ele não pode deixar de se sentir especial como ele se banha na luz laranja dim de sua tela de computador. Os seus dedos também são cor de laranja, com pó de Cheeto, mas a cor de laranja intriga-o. As setas ao lado da tela são visivelmente laranja, mas a camada grossa de gordura em seus óculos tapados com fita cromática aberra a luz até que eles aparecem perto de vermelho na cor. O hamster perpetuamente animado em sua cabeça começa a girar, um novo esquema inútil e frívolo de karma-making poderia estar em ordem com isso; e se o botão de laranja 'updoot' não era tão laranja como todos dizem que é? É claro que Reddit adora as suas lutas internas, a partir das constantes guerras de chamas moderadoras de animemes e historymemes em grande escala, ao lado de todas as repetidas piadas de 'França rende'. E assim o homem pensa para si mesmo (como fez tantas vezes nos últimos meses) 'A-ha! Tenho uma ideia.’ Ele deve criar o meme final, o meme que une todos os maiores aspectos do Reddit, a luta interna, o humor repetitivo e sem graça, a ostracização de certos grupos com base em fatores inteiramente arbitrários - ele é o homem que vai mudar o curso da história do Reddit, mais do que Reddit mudou a vida daquele alegado bombista. Ele cuidadosamente move seu rato, prejudicado por anos de masturbação ritualística para pornografia cada vez mais hardcore, o túnel carpal o força a fazer movimentos cada vez mais juddery, as imagens pré-formatadas dart através da tela. Fora do arquivo template meticulosamente ordenado, e no GIMP (o bem-estar já não paga para Photoshop). Ele acrescenta texto, na melhor das hipóteses sem graça, mas isso não importa, ele tem uma missão, uma visão, uma ideia que vai incendiar o mundo, desde que por "mundo" você queira dizer como ele é definido na política 'mundo'. Uma única gota de água cai do tecto. O quarto dele é acima do solo, mas as pilhas de parafernália empilhada por acaso removem qualquer aparência de aridez. Ele afoga-se à luz do seu monitor curvado, e à medida que as teclas RGB tremem de cores diferentes, os seus óculos parecem maravilhosos, resíduos de sabão de um mês de idade e mistura de gordura, banhando o homem no mundo em que ele vive. Ele vive em Reddit. Ele respira Reddit. Ele respira, segurando seu inalador-ele acabou de se lembrar de um engraçado Big chungus meme que ele viu na tarde anterior (ou, pelo menos o que ele acreditava ser a tarde, ele não faz distinção entre AM ou PM). O canto dos pássaros lá fora é abafado por uma cornucópia de almofadas corporais e caixas de pizza muitas vezes reabertas. Às vezes, ele gostava que eles se reabastecessem. Nunca o fazem. O homem do restaurante de pizzas que lhe serve conhece-o bem, talvez o único homem no mundo que o faz fora da sua família próxima. Sempre o mesmo, grande americano quente. Nunca um extra grande, mas sempre um grande. Quando o seu apetite pela cozinha italiana se afasta por alguns dias, afasta-se do seu curso normal e pode pedir algo diferente. Mas, claro, o homem da pizzaria estraga o pedido. A massa está mal cozida, super cozida, sobre as coberturas, bolhas, ou talvez a gravidade tenha tido o seu preço no jantar do nosso herói, rolando para uma calzone ao lado da caixa, quase envergonhado de mostrar a sua face ao mundo. De certa forma, o homem é muito parecido com a pizza que ele pede, ele está em silêncio. Ele está sempre lá, sempre presente no mundo, ninguém gostaria de admitir que eles têm tanto contato com ele como eles têm - e a maioria das pessoas ficam longe dele. No entanto, naquela caixa de pizza, o homem está seguro, ele tem uma marca no exterior, uma etiqueta, uma casca dura para afastar qualquer pessoa que ainda pode ser capaz de se meter no seu caminho, se ele não estava tão fora do caminho para começar. As caixas de pizza amontoam-se no canto, às vezes a mãe dele esvazia-as. Parece que ela só vem uma vez na Lua Azul, as suas visitas coincidem com os barulhos barulhentos do camião do lixo enquanto ele conduz sobre o seu jardim da frente mal mantido, confundindo a flora severamente desnutrida com mais pavimento. O coração dele bate mais depressa, e também cronometrou perfeitamente. Karma máximo para adicionar ao seu total. "Os europeus não vão ter este até acordarem! ele chora sozinho. Há uma pausa-ele esqueceu um componente crítico de seu meme - a marca D'água. Mas não apenas uma marca d'água, uma que realmente mostra o resto da internet que ele é um avermelhado e orgulhoso, ele hasteia a bandeira laranja como se fosse o país em que ele vivia, alegando que ele fez este meme, apesar da natureza reciclada tanto do formato e da legenda. Mas não há mais nada a dizer. Todas as ideias foram feitas aqui. Todas as combinações de meme foram feitas. Tudo o que há agora é um vazio de humor que vai lentamente apodrecer e degradar-se no nível de Memes Cheezburger. Este Redditor olha para aqueles em R / f7u12, eles não têm a habilidade ou inteligência daqueles que fazem memes que são 50% imagem de reação. Eles reagem a tanta coisa de formas tão estereotipadas, e ainda riem de pessoas no YouTube que passam a vida inteira seguindo a mesma fórmula que eles fazem. Ele vacila. Ele clica 'Post Image'. E enquanto uma chuva de upvotes inunda a tela para cumprimentá-lo, ele sente um pequeno formigueiro em seus braços, uma euforia, seu chapéu inconscientemente inclina-se para fora de sua cabeça enquanto seus olhos rolam para trás e ele se inclina em sua cadeira. Quando seu coração começa a tropeçar em seus próprios sinais para fornecer sangue suficiente para a moldura girítica recém-despertada de seu, ele vê uma mensagem aparecer na tela. Recebeu um prémio de Ouro.’ Sua boca está agora Ágape, ruídos assobiando escapar dele e seu braço esquerdo começa a se sentir muito mais forte, sua boca convulsiva e Baba ao mesmo tempo, sua cabeça cai para o lado, batendo contra o material finamente maquinado de sua cadeira de aperto. Quando o seu último suspiro deixa a boca, mas fica na sala, só tem uma coisa a dizer. Obrigado pelo ouro, gentil estranho.’
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2020.05.26 06:29 VelhoEspirita O espiritismo e o Cristianismo Primitivo

"A comunhão de bens ou propriedade coletiva, antes do socialismo, pertenceu ao cristianismo, como sistema social. Nos Atos dos Apóstolos lê-se o seguinte: “E todos os que acreditavam estavam juntos; e tinham todas as coisas em comum (11-44). E não havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuíam herdades e casas vendiam-nas e depunham o valor aos pés dos apóstolos, para ser distribuído a cada um, segundo as suas necessidades.” (IV-34-35). Esta doutrina do cristianismo primitivo mostra-nos que a ideia de propriedade coletiva, principal instrumento do socialismo moderno, já era praticada pelas primeiras comunidades cristãs" (MARIOTTI, Humberto. O homem e a sociedade numa nova civilização, p. 34) .
Esse post tem o intuito de provocar a reflexão a respeito do que se diz sobre o Espiritismo buscar se estabelecer como Cristianismo "Redivivo". Ora, que as discussões não sejam apenas sobre retomar as bases teóricas do Cristianismo anterior às deturpações promovidas pela Igreja, mas também pelas implicações práticas disso. Como toda filosofia moral, as doutrinas religiosas são filosofias da práxis. Em outras palavras, uma norma moral deve se materializar na prática.
Os conceitos de Jesus a respeito de amor ao próximo, comunhão, fraternidade e solidariedade, se retomados ao entendimento dos primeiros cristãos, devem nos conduzir a uma prática como a deles: como a abolição da propriedade privada. O que mais me intriga não é se concordamos ou não com isso, ou se podemos "atualizar" essa ideia ou aplicá-la literalmente, mas é que sequer discutimos a respeito no dia a dia do espírita...
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2020.05.20 02:18 wolfsuper Laços de Sangue - Sidney Sheldon

SINOPSE
Elizabeth é filha do magnata Sam Roffe e a única herdeira da sua fortuna. Sam foi sempre um pai distante, mas isso não impede Elizabeth de sofrer com a sua morte inesperada. Agora, será ela a gerir o império que ele construiu. Mas esta situação não agrada a todos. A restante família está desesperada por deitar mão ao dinheiro e obter o máximo de influência. Elizabeth é o grande entrave aos seus planos. E, como sempre, está sozinha, pois até mesmo o homem de confiança do pai - o sedutor Rhys Williams - tem algo a esconder. Numa corrida contra o tempo, a jovem vai ter de derrubar todos aqueles que pretendem usurpar o seu poder... e identificar rapidamente o assassino que a tem como alvo. Das ruelas obscuras de Istambul às mil luzes de Nova Iorque, Sidney Sheldon hipnotiza-nos com o seu retrato de uma família tomada pela ambição e a intriga. Porque, por vezes, os laços de sangue ocultam as mais cruéis alianças mortais.
Link: https://mega.nz/foldebwl2Ba7C#M7HEY5SeRMPaHZI_zgaXtA
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2020.05.12 03:01 witchnoire Poliandria: o relacionamento de uma mulher com mais de um homem

Sou autora e a um tempo, vinha querendo experimentar um novo tipo de escrita, a erótica, mas nunca tinha tempo, sempre com prazos, acabava deixando para depois terminar tudo que começava.
Com a quarentena não tive mais desculpas e voltei aos meus escritos eróticos, acabei me deparando com a poliandria, que em resumo é um casamento entre uma mulher e mais de um homem.
Pesquisei muito sobre isso, há pouca informação sobre o assunto.
O tema tem permeado minha cabeça porque estou escrevendo sobre um casal poliandrico e também, porque o tipo de relacionamento me intriga.
Informações importantes para se entender a poliandria:
Poligamia - Um sistema oposto ao da monogamia, onde uma pessoa pode estar casada com mais de um parceiro. Ela se subdivide em duas categorias que são:
Poliginia - Relação onde um homem se casa com mais de uma mulher e se relaciona somente com as mesmas.
Poliandria - Ralação onde uma mulher se casa com mais de um homem e se relaciona só com os mesmo.
No Brasil, é crime.
Como podemos ver nas informações acima, não é o mesmo que poliamor, onde se pode haver relação afetiva ou sexual com vários parceiros sem restrições com tanto que haja uma conversa e todos estejam em comum acordo, acredito que a semelhança termine na transparência entre tudo que ocorre, coisa que ao meu ver o sistema monogâmico precisa adotar com urgência: a transparência.
Já tinham ouvido falar de poliandria antes? Conhecem algum casal poliandrico? Mulheres, já pensaram em se relacionar dessa forma?
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2020.04.09 22:15 wolfsuper A Rapariga Nova - Daniel Silva

SINOPSE
A RAPARIGA NOVA: ORA SE VÊ ORA NÃO SE VÊ. Num elitista colégio particular suíço, o mistério rodeia a identidade de uma rapariga de cabelo preto que chega todas as manhãs acompanhada por uma escolta digna de um chefe de Estado. Na verdade, o seu pai é Khalid bin Mohammed, o difamado príncipe herdeiro da Arábia Saudita. E, quando a sua única filha é sequestrada, recorre ao único homem capaz de a encontrar antes que seja tarde demais. O que está feito, não pode ser desfeito… Gabriel Allon, o lendário chefe dos serviços secretos israelitas considera Khalid um colaborador valioso, mas do qual não se fia, na guerra contra o terror. O príncipe comprometeu-se a quebrar o vínculo estreito que une a Arábia Saudita com o Islamismo radical. Juntos vão arquitetar uma aliança precária numa guerra secreta pelo controlo do Médio Oriente. Ambos os homens têm numerosos inimigos. E ambos têm tudo a perder.
Do autor mais vendido do The New York Times , chega-nos um magnífico thriller novo de engano, traição e vingança. "Um mestre da ficção de espionagem." Booklist "Daniel Silva tem poucos rivais no âmbito das historias de espiões de sucesso garantido." The Age "Literatura de ação de primeiro nível." Kirkus Reviews "Outra joia para a deslumbrante coroa do mestre da literatura de espionagem..." Booklist "Excelente... sentir-se-ão cativados tanto pela história como pelas intrigas assaz atuais com que Silva joga com delicadeza." Publishers Weekly "A outra mulher é desde já um clásico que consagra Daniel Silva como um dos melhores romancistas de espionagem que o género alguma vez conheceu." CrimeReads "São perfeitas as descrições do califado do ISIS, da ameaça do terrorismo e de Marrocos como exportador de haxixe e jihadistas." La Razón sobre Casa de espiões "De todos os escritores de intriga internacional e suspense da atualidade, Daniel Silva é simplesmente o melhor." Kansas City Star
Link: https://mega.nz/folde74lADAja#Z0dA5wCDNEeT4dL9Jl53OA
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2020.03.28 15:52 davidbenehail Por que você não ouve falar de Didier Raoult? - Tratamento COVID-19

Hidroxicloroquina e Azitromicina
O grande defensor do tratamento de coronavírus com cloroquina teve que enfrentar o lobby político da comunidade médica parisiense e a ditadura da metodologia para salvar a vida de seus pacientes.
"Parece-me necessário que todo médico se esforce para saber o que é o homem "
(Hipócrates)
O médico e microbiologista francês Didier Raoult, 68 anos, tornou-se mundialmente conhecido nos últimos dias por ser o descobridor do único tratamento que realmente se provou eficaz para o vírus chinês causador da COVID-19.
O Dr. Raoult estuda há 13 anos os efeitos da cloroquina como antiviral e é um dos homens que mais produziu resultados sobre doenças virais no mundo, mas assim mesmo, enfrenta uma tentativa de ridicularização ou de completa ostracização por parte da grande mídia internacional.
Apelidado de Panoramix, o druida dos quadrinhos do Asterix, pela mídia francesa, o médico afirma estar lidando com uma “ditadura da metodologia” que torna o trabalho científico algo desesperador - a invasão de metodologistas leva a reflexões puramente matemáticas – desabafa Dr. Raoult em uma coluna publicada no dia 26 de março no Le Monde.
O currículo de Didier Raoult aparentemente satisfaz todo o fetiche da nossa sociedade por diplomas e títulos: Pesquisador e Ph.D. em microbiologia e infectologia pela Universidade Aix-Marselha - uma das universidades mais antigas e renomadas do mundo – seu nome consta em publicações científicas que vão desde descobertas de vírus, como o mimivírus (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17554709), à direção de diversos trabalhos acadêmicos de doutorado. Ocupou cargos de liderança em áreas importantes de pesquisas atreladas tanto à Universidade de Aix-Marselha quanto ao Instituto Nacional de Pesquisa Médica e de Saúde da França e já recebeu comendas de honra do governo francês há uns anos.
Mas há algo no nosso Panoramix moderno que parece incomodar, além de seus pares, alguns políticos e jornalistas. “As pessoas dão opinião sobre tudo, mas eu só falo do que sei (…) chegamos a tal nível de loucura que os médicos aparecem na TV para dizer às pessoas para ficarem em casa, em vez de diagnosticarem a doença. Isso não é medicina. Testar pessoas quando já estão gravemente doentes é uma maneira extremamente artificial de aumentar a mortalidade” – diz Didier Raoult. Ele ousa quebrar o cientificismo frio que transforma a medicina num exercício estatístico com o fim em si mesmo e lembra a seus colegas que ela é um meio para salvar vidas utilizando “o melhor que pode, no estado de seu conhecimento e no estado ciência”.
A principal justificativa da comunidade científica em insistir que se façam longos estudos metodológicos da cloroquina como antiviral é a alegação de que os médicos em geral não sabem muito sobre seus efeitos a longo prazo e possíveis efeitos colaterais. Entretanto, Dr. Raoult está há 13 anos lidando com esta droga e com seus efeitos sobre vários tipos de coronavírus e alega que seus críticos simplesmente nunca lhe pediram os detalhes técnicos da pesquisa.
“A invasão de metodologistas leva a reflexões puramente matemáticas” – denuncia Didier. Sua postura firme e sua falta de papas na língua para chamar as pessoas à realidade causou-lhe inimizades dentro da comunidade médica de Paris, onde seus rivais se esforçam para fazer uma caricatura sua. Um destes é Yves Lévy, marido da ex-Ministra da Saúde Agnès Buzyn. Lévy e sua esposa são dois figurões da comunidade médica francesa que vivem mais de seus cargos que propriamente de suas contribuições para a ciência: Lévy calcou toda sua carreira em liderar pesquisas financiadas pelo governo para encontrar uma vacina para o HIV, trabalho que foi criticado por Didier; ele afirmou que devido as características muito peculiares do HIV tal vacina é impossível, e que a carreira de Lévy é toda baseada numa fantasia que custa bilhões – e isso bastou para o casal de médicos fomentar nos bastidores uma campanha contra Didier Raoult.
A esposa de Lévy, Agnès Buzyn, foi Ministra da Saúde da França de 2017 até o início de 2020, e antes disso sempre esteve envolvida em organizações científicas com nuances politizadas, como o Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear da França. Buzyn, apesar de sua formação como médica, sempre foi ligada a política e é membro do partido esquerdista En Marche, o mesmo de Macron.
Didier Raoult sempre foi alheio às disputas por cargos políticos dentro da comunidade científica, e tão logo divulgou seus resultados de tratamento com a cloroquina, despertou a atenção de alguns políticos de direita e centro-direita, incluindo alguns parlamentares do Les Républicains. Em seguida, alguns ministros e parlamentares da esquerda progressista, ligados a esposa de seu desafeto, o Dr. Lévy, passaram a chamá-lo de louco, obviamente ignorando todo o seu histórico de sucesso como pesquisador.
O nosso Druida parece estar totalmente lúcido, entretanto, quando reclama que “as pessoas que tem voz neste país são totalmente ignorantes (…) é desesperador que o círculo de tomadores de decisão nem sequer esteja informado sobre o estado da ciência”. Enquanto outros grandes especialistas em doenças infecciosas de outros países o procuraram para pedir os detalhes do tratamento com cloroquina, o doutor é retratado pela mídia e políticos de seu país como uma figura excêntrica.
Ao ser questionado sobre a metodologia de testes exigida pela comunidade científica e pela OMS, o doutor Raoult propõe um simples exercício de lógica: “há o paradigma do para-quedas. Ninguém jamais comparou a eficiência do para-quedas. Se obedecermos à ditadura do método para avaliarmos a eficiência do para-quedas, precisaríamos fazer pular, aleatoriamente, 100 pessoas carregando uma mochila, umas com e outras sem para-quedas para atender aos padrões atuais de validação de um ensaio terapêutico. O problema será encontrar os voluntários"
É ilógico, de acordo com o Dr. Raoult, falar em testes de comparação da eficiência da cloroquina: é gastar tempo e dinheiro, enquanto perde-se vidas, comparando um tratamento que funcionou com “tratamento nenhum”, é comparar saltar de para-quedas com saltar sem nada na mochila – faria sentido apenas se houvesse mais de um tratamento que tivesse apresentado algum resultado positivo.
Enquanto a prestigiada comunidade científica se deixa conduzir por preciosismos técnicos, intrigas políticas, inveja e disputas de cargos, Didier Raoul parece manter-se fiel à sua consciência; o doutor declarou ao periódico La Provence que os médicos devem retomar seu lugar junto aos filósofos e pessoas que têm uma inspiração humanista e religiosa na reflexão moral, que o método científico, que deveria ser uma roupa para as idéias, transformou-se numa ditadura moral que impõe os pontos de vista que foram, ao longo do tempo, desenvolvidos pela indústria farmacêutica: um médico deve pensar como um médico, não como um metodologista, diz-nos o Dr. Raoult, lembrando-nos do alerta de G. K. Chesterton de que chegaria o dia em que teríamos de provar que a grama é verde.
Recentemente, ao ser questionado se sua visão filosófica acerca da medicina vinha do fato dele ser um outsider, Dr. Raoult respondeu: eu não estou “fora”, eu estou a frente!
- Brás Oscar é colunista e correspondente do BSM em Portugal, youtuber no Canal do Brás e coapresentador de notícias e análises no Canal do Paulo Henrique Araujo.
Fonte: https://brasilsemmedo.com/por-que-voce-nao-ouve-falar-de-didier-raoult/
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2020.03.26 20:20 MrFancyRaccoon Frases de Moribundo

Cá está então a obra completa. Até então tenho reservado a esperança de um dia ver isto publicado. Peço-vos, por isso, que me puxem de volta à realidade, esmagando meticulosamente e todos os meus sonhos e ambições.
Vi em algum lado que é preciso dar dois espaço para separar versos. Se eu apagar logo o post é porque isso não é verdade.
Agradeço já às eventuais almas que tenham paciência para ler isto tudo.

I

Jubiloso este dia
em que as cortinas se me fecham!
Em cena vivi dançando
o tempo que queria.

Foi feliz a exposição,
e que belas personagens,
duo de seres que por mim agem,
as qu’ encontrei logo d’início!
Eu, que sozinho estava,
de dois fui logo acompanhado
e por décadas tesourado.
Ai que bela introdução!

Chegou também a minha intriga,
Em forte caule deu a espiga
mas o mesmo não saber
nunca deixei de o ter.
E aqui conheço os infelizes!
Tu, ó pessoa que me dizes
o quão triste é teu pensar,
tudo à volta dissecar
e extrair sentido algum.
Não mais faço eu que rir.
Se é pensar o existir
descarto já minha presença!
Somos bestas, animais,
não mais que superficiais
serão nossos julgamentos.
Deus esse a quem bradas
(esteja ele onde estiver)
se nos fez, fez-nos ocos
e, depois de mortos, fez-nos roucos.
Termina esse teu tentar.
Sê estúpido e vive a dançar,
comigo irás cantarolando!

Leva sorriso no defecho
sem razão a segurá-lo,
que se morres é pois viveste,
como qualquer, também tiveste
doçuras e térreos deleites,
que tu não os aproveites
é culpa tua e teu delírio
que sendo burro é tudo giro
Pode haver feio, mas não o vês...

II

Ai! Minha amada!
Vivo, cuidei que o amor,
ele e todo o seu ardor,
fossem maiores que nós humanos!
Não durava ele eternidade?
Não escapa ele a toda a idade?
Que triste é agora ver
depois de mim Outro te ter!
É amor vil ilusão!
É charada o casamento!
Meros endócrinos sinais
para haver acasalamento!
Nunca eu vi coisa eterna
que tão preste fosse a sumir
como o amor deste casal!
Bastou um de dois partir!

Apaixonado vivi
E (maldição) me esqueci
dum beijo mais doce que o teu!
Nem de nós o apogeu
cantei ou deixei por escrito,
ficou no agora restrito
tudo o que criei contigo.
Deitado no doce leito
tirei do amor o bom proveito
sem saber que no amar
arte nenhuma tinha feito!
Nestes meros anos de amor
em nada o meu nome deixo
senão nos lábios de quem pranta,
da desgraçada que prendi c’o beijo.

III

A terrível morte me assola.
Deixa os outros ir sem nome.
Pois a mim não o permito!
P’ras eras póstumas o repito
Pátroclo
Pátroclo
Pátroclo
Grito em tua face, Eterno!
Não me silenceias
pois de gritar tenho direito
tal é belo todo o feito
que deixo atrás par’ esta terra.

Sorriste-me, ó Fortuna.
Tive ao lado sempre o poeta
que não como à gente abjeta
me deixa no fim apodrecer.
Põe ele o sal no salvador
e canta bela toda a dor
de quem é merecedor.

Mais digno é quem a morte colhe
na dianteira da peleja
que aquele que esteja
toda a vida em sua toca.
É digno não pela refrega
mas pois a algo mais s’ entrega
que aquele que só tem boca.
Lavrei e combati
e, por isso, sucumbi
e fui d’igual embalsamado
por poeta e pela ninfa
e nenhum deles conheci.

Canta ele o meu Fado
e meu nome é lançado
para as bocas do futuro.

Por meu povo fiz o bem
Fiz a arte na peleja
É muito o saber que me beija.

Morro assim, concretizado
É meu nome entoado.
Por tudo que de grande fiz
Deixei no mundo cicatriz.

IV

Ao fim da linha
me dirijo apressado.
A mim coube a fortuna
de correr adiantado.

Vivi num gume afiado
Apoiado num só pé
e em jovial estupidez,
andei milhas d’imprudência.

O vento senti na cara,
à Sorte lancei os dados.
Mal sabia que d’ entre os Fados
era o meu o mais fatal:
“Jovens vivem para sempre,
se o sempre desejarem.”
Invencível me julguei,
com minhas carnes mais vermelhas,
meu entender mais aguçado,
e meu viver inda adoçado.
Por mim mesmo enganado
fui a vida acelerar.

Quem mais leves tem os pés
e mais curta a passada
bebe de uma só golada
todo o cálice consagrado
que delicia em lento agrado
o bebedor mais avisado
que o defruta mais pausado.

Enfim, vivi desenfreado
Criança sempre á gargalhada
Agora quem se ri é Hades
que celebra na chegada.

V

De pernas gastas
e fôlego arrastado
sem ânimo, ao fim sou chegado.
Não deixo a vida a meio,
corri toda a maratona.
Estafei os pobres músculos,
por mim foi promessa dada:
a de parar só na chegada,
que é lá, às brônzeas portas,
que toda a firme martelada
será a mim repaga em troco
de gotas da tardia glória.
(Não vai Deus esquecer a lavra,
nem meu lavrar será em vão...)

Mas agora que as vejo
nenhuma hoste me espera.
Tolo, esforcei por vil quimera.
Nada tive d’ Ele dado,
o berço não dourou Sua luz.
E sempre olhei para meu lado
e invejei o afortunado
que em meio de meu afinco
fazia mais do que eu e cinco.

Dei-te vida de trabalho
medíocre fiz mas muito
igual a maior fiz mas muito
nada de novo fiz mas muito
E mesmo assim não é meu nome
que dizes com tua voz...
É o dele, que menos fez,
do prendado inocente.
Olho-o e me olho de volta
e todo o ser se me revolta,
enoja o pensar
que não é a lavra que te agrada
é a beleza nata e bruta.

P’ro que dela não partilha,
e é ciente que não brilha,
fica só ressentimento
de que é por ti zombado
a cada sonho esmagado.
Enquanto vive s’ enganando
que algum dia, trabalhando,
oferecendo-te escravidão,
compra parcela de Eternidade.

E indicios deixaste tu...
Entre mortais tinha respeito...
Dos de meu tempo até louvor...
Nunca adivinhei a dor
que me darias e não ao outro.
Ao macaco de espetáculo,
mas por dentro recétaculo
de ouro que lá puseste
sem olhar p’ro que merece.

O dano sofri, espinhos pisei
De chagas me mostro repleto.
E, então, se não fiz arte?!
Não fiz eu a minha parte,
nulo mesmo assim nascendo?!
És tão cruel pr’a filho Teu?!
mereço assim eterno impasse,
de no silêncio perder a face?

VI

Mil rochedos de arrastão
carregou o coração,
acanhado, embaraçado,
quis mas não quis ascensão.
Parto para o vil Estige
e para mim nada redige
a Bela Musa Eterna.
Parece que nada atinge
aquele que nada finge
avassalado por Inércia.
Dela fui um fiel pajem,
cumpri dever de vadiagem.
Vagueei estulto, diletante
não notei gume cortante
que poisou, lento, na garganta
para no sempre a degolar.

Encravou ela meus dedos,
artrite deixou igual na mente
e anulou todo meu ser
impedindo meu tecer.

Vivi feito animal
E nada c’o esta idade
p’ra mim fui arrebatar
senão cruel mediocridade.

Para sempre em meu repouso
olharei o Ideal
Para lá nunca arredei pé,
adiei a vida p’ro final.
Olhar-te-ei, Sol que lá brilhas,
tu que me cantas maravilhas,
que me ecoas em vão o nome
enquanto a larva me consome.

Nulo abaixo parto.
Cumpro a justa sentença
de quem vive no seguinte
e só morrendo é que começa.

VII

Vivi vida enegrecida
pois toda a luz tive esquecida.
Tanto foi o meu pensar
que esqueci de me lembrar
que também sou animal,
também sou um cão banal
que quer seu osso p’ra rilhar.

Sempre vi o ignorante,
o sandio diletante,
e uma venda lhe pus nos olhos.
Quão errado estava...
Bem mais vêm eles
com os pequenos botões reles
da vida as coisas prazenteiras!
E eu de olhos bem abertos
mundos tenho encobertos
por detrás das prateleiras!

Esta minha dor ciente
é só eco estridente
da preguiça de amar.
Tanto há á minha volta...
Tão bela é a minha escolta
e eu sempre a pensar!

É terrível malefício
o racional ofício...
Sobre a folha de papel,
lá está mais quente o fervor
lá mais sentida está a dor
que a que deveras houve...
Direta foi doce vivência
para a ativa consciência
e dormente fica o corpo.

Triste é este destino
de do bom copo de vinho
mais cabeça dar á uva
ou de quem esmagou, a luva,
que ao sabor do rico suco.

E mais potente me lateja
a cabeça na peleja,
quando no passeio cruzo
família livre n’ ignorância
sem saber que tem seu termo,
que se destina a frio ermo
todo seu ilustre membro.
Dele nunca tirei os olhos
e vivi sempre a chorar.

E cá estou.

Livre de emenda
vejo a entrada estupenda
e cruza primeiro minha mente
todo o homem que a cruzou.

VIII

Ai, que grande meu azar!
Saiu-me na roleta
cair a bola em casa preta
e a morte me calhar!
E que bela foi a vida
de todo o pensar esquecida
bem ao lado dos amores!
Sem mulher casei-me cedo:
várias e não só uma
são as belas companheiras.

Primeiro, foi o doce néctar.
Longe vai a apoquentação
quando, morno, tenho na mão
o belo copo p´ra alegrar!
Qual arte, qual carapuça,
arde em mim a escaramuça
não c’o verso mas c’o a pinga!

Depois, veio meu rolinho,
enchido com especiaria
que a mim traz a alegria
(em outro lado não a arranjo).
Tem por nome Cigarrilha
e a ela estou tão devoto
que já levo pulmão roto
de carne tornado em carvão.

Chegam também as muitas gémeas,
as tisanas para as veias!
Cada uma é poção
p’ra diferente ocasião:
Se ao motor falta gasóleo
é pó de fada a cocaína.
Se da dor quero ser salvo
vem daí, minha heroína!
E se eu, terráqueo, voar quero
é S.Maria Joana que venero.

Por fim, vem a amada
que a morte trouxe, escarpada.
O colega trapacei
e toda a ficha despejei.
Como é bom perder o tino
na alcatifa de casino!
Á Fortuna ir rezar
p´ra fortuna me abonar!
A cavalo bendito, qual Pégaso,
amarei mais que a mulher
se ao bolso me trouxer
mais pecinhas p´ra apostar.

Agora parto para o Céu
e não vou acompanhado...
Onde estão as minhas queridas?
Cuidei que vinham a meu lado...
Toda a ficha que ganhei
vale menos que pataco.
Já cravei broca ao Eterno
e não sabe ele o que é tabaco...

IX

Sempre fui abnegador,
e sinto agora apenas dor.
Nunca em mim houve ardor.
Imóvel em minha cruz
ceguei-me de toda a luz,
passei em nome do pudor.

Minha fé, meu fanatismo,
meu seguro maneirismo,
sempre me consolaram,
perante a vista daqueles
que diante via felizes:
“Ignora-o, que ele peca!
É blasfemo por viver!
Imóvel fica em tua toca,
no Além podes correr!”

Ora, do Além já tenho vista.
Mais pequeno é qu’ imaginava...
Não há nele uma estrada
nesta terra não há pista.
Era pois a fé fachada,
seu nome era outro.
Não era águia mas polvo,
que me iscou e subjugou
e logo me confortou
com mentiras das sagradas.

E deste pano fui avisado,
lembro ler num evangelho,
de um pároco mais velho
que aos peixes dirigia
palavras de sabedoria
p’ra est’ evitar a isca
pela qual a vida arrisca
cegado por seu canto doce.
Sereia é esta empresa,
caça nas gentes a moleza
e trapo mete em seu diante
a ver se caça mais um servo
que além desse já não veja
o faminto a mirar a bóia.

Palavras belas as desse homem
a quem me esquece já o nome,
pois dele então nunca fiz caso,
(se lhes chamou de sal estragado,
certo é que diz pecado.)
Mas dizia então verdade,
e só o sei pois estou caçado
entregue agora a meu fado,
já sumiu o pano á muito.
Agora vejo que não cacei
mais nada para minha herança.

Acima perguntei
antes de fazer a arte
mas sobre mim não havia rei.
Era ele de mim parte
que eu, tolo, não usei.


X

O silêncio que esperei
grita alto à minha porta.
P’ra isto me preparei,
há muito levo a alma morta.

Não vibrou uma só palha.
Não levantou qualquer poalha
neste corpo que foi nulo.
Nenhum cálice me chamou
senão o de brandy
que momento na mão pousou.
Não doeu este caminho,
mas doce não o vou chamar,
que é quase exagero
de vida o denominar.

Falei sempre minhas crenças
e julguei que as ouviam.
Na margem a olhar o rio,
escondido das desavenças,
já parecia maluquinho,
ali postado, a falar sozinho.
(p’ra Lídia me dirigia
e cruzou ela o Estige
em milénio de outrora)

“Muita deve ser a dor
que ele esconde e que nega,
que por lá dentro há refrega
que ao Sol está por expor!”
Dizia o mais avisado
que ao andar me viu parado
e continuou alegre o passo.

E vejo agora, inda calado,
que, por muito dano dado,
deu-lhe Deus melhor destino:
teve chance de ser divino,
se não o foi podia ser,
e teve a vida este sentido.

E disto não me apercebi,
sem propósito me julguei,
como tal vetei ser rei
de tudo o que é além de mim.
Da mais leve e fresca brisa,
fugi sempre acautelado,
menos turva que o quedo lago
tive a miragem do Final.

Amadas nunca tive.
Memória não tenho.
Coração nunca terei.
Vivi nunca sendo vivo.
Do agora m’ entretenho.
E coisa alguma a mais terei.

XI

Que ira esta de partir!
Eu que trigo acumulei
parto de onde era rei
sem um tostão a reluzir?!

Não aceita o barqueiro notas
p’ra cruzar o fatal rio?!
Recolhe somente o preço tardio
em dracmas (por mim trocados
por peça de gado, por uns bordados...)
Cuidei que valessem menos
que os doces bens terrenos!
Tem afinal a alma preço...

A mesma mão de osso frio
estende ao herói e ao sandio.
E os que meti na sarjeta
dão-lhe o dobro e com gorjeta!
E eu, sem nada para dar,
de mim fico sem nada,
cuidei que a chave dourada
me dava certa ao Céu entrada.

Despido estou de minhas vestes,
caem em mim todas as pestes,
nos pés não tenho sola
e ao mendigo peço esmola.

Bem difícil é a vida
do patrão rico no submundo.
Já não posso ser imundo
sem a bolsa bem nutrida.

XII

Coisa mais trágica...
Começo eu a perceber
a charada em que me foi meter
o que a chave me esconde.
Do fumo desenham-se, difusas
as doces linhas de resposta,
já daqui vejo, gloriosa...
Mas deu á neblina ideia
de tudo em simultâneo,
em suspiro momentâneo,
a revelar à recém-carcaça.

E o que é da busca,
do caçar que foi a vida?
Que é feito do dano e dos lavores,
que sofro desde a partida?
Condenas-me á procura
e em vida não me dás
resposta que me apraz,
morro doente e dás-me a cura?

Cacei sempre o conhecimento,
tomei-o por migalhas Tuas
deixadas entre as falcatruas
p’ro avisado as colher
e em algum ponto ter
peça final aglomerada
que deixe a alma saciada.

E por elas deixei de ser,
deixer de ver senão abaixo,
olhava a pista cabisbaixo,
certo de que levava a prémio.
Julguei ter mais alto propósito
neste, do saber, depósito
além do de esperar insciente,
olhando só o lá na frente,
á espera de Hora determinada
p´ra verdade ser revelada.

Toda a milha percorri
no dorso duma pergunta
e é às portas do Eterno
que esteve comum a resposta.

Cruel és, ó Divino,
Comichão em mim puseste,
em cisma louca enfureceste
este teu ser a procurar
só p’ra na vida fracassar
e dás-lhe o prémio só na morte,
a ele e á quieta hoste.

Lá terei de aceitar...
Pelo menos descobri ,
sempre havia solução
é só pena cair na mão,
e quando já a levo fria...
Pelo menos o que de mim passa
Já não passa curioso
Coisa mais trágica...
Coisa mais trágica...

XIII

A um dia de Amadeus
nasci eu a vinte seis
e a um passo d’ Infinito
cumprirei as tristes leis
que a morte reserva ao homem
que, mesmo grande, não tem voz
para a si mesmo ecoar
entre os egrégios avós.

Nasci de cabeça acesa
e pronto estava p’ra empresa...
Mas só mais escuro tornava o dia,
e nunca o caminho alumia.
Só a chegada tive por certa,
este nó que se aperta
já o sinto no pescoço.
E já é tanto o alvoroço
e inda vai cheio meu cálice.
Mas tal refuto:
Há diferença entre cadáveres
se um o sabe e outro não?
São iguais no seu destino
só que um nasceu com tino
e outro não sabe que é cão.

Nasci alto quanto baste
para espreitar pela vereda,
intransponível labareda,
que comum adentro me confina.

Vejo pois os Elíseos Campos,
uma estrada de infinito
onde apenas com um grito
por século o nome espalharia
Mas não ganhei a voz ainda.
Espero quedo sua vinda
e sei já que espero em vão
Pois para mim está já traçado
morrer como os demais,
despedaçado por animais,
não mais p’ra vida instrumento
que expele rouca sua música.

Não escaparei á naturalidade.
Não clamo parcela d’ Eternidade.
Abraço assim o esquecimento.

É assim duplo o azar,
os da morte e do nascer,
trezes entre si somados
da perfeição ao cubo apartados
por um só passinho em frente
que o lá de cima entende
ser aquele em que tropeço
ao pagar último o preço.
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2020.03.21 05:06 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 4

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52918461011
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
----------------------------------------------
Os muitos prognósticos e especulações loucas nas partes anteriores, na verdade, não são nada comparado ao que se segue. Ao contrário de Jaime, que tem acesso a muitas informações úteis como comandante das forças da coroa nas Terras Fluviais, não há pistas sobre as atividades dos supostos conspiradores nortenhos.
Dentre os POVs no Norte em A Dança dos Dragões, Davos, Theon e Asha não são confiáveis. O primeiro por ser o homem de Stannis, leal e verdadeiro, os dois últimos por serem homens de ferro e prisioneiros. Melisandre tem apenas um capítulo, em que ela não é tão onisciente quanto finge ser. (Rezo por um vislumbre de Azor Ahai, e R'hllor me mostra apenas Snow) E Jon? Bem, se a teoria estiver correta, ele provavelmente será o último a saber, (risadas), pois seus futuros súditos nortenhos não arriscariam por seu novo rei em perigo.
É verdade que os jogadores e jogadas estão tão obscurecidos que talvez seja uma indicação de que a Grande Conspiração do Norte está no caminho certo. Melhor para GRRM poder desvelar dramaticamente a queda catártica dos Lannisters, Boltons e Freys nas mãos dos lealistas Stark quando Os Ventos do Inverno chegar. [...]

O Norte: Os Homens dos Stark

Rastreando os Mormonts e Glovers

Juntar os fios de uma conspiração no Norte é como um jogo elaborado de telefone sem fio. Um extremo da linha está com Galbart Glover e Maege Mormont, que são testemunhas do decreto de Robb de nomear seu herdeiro, que se assume ser um Jon legitimado.
[Robb:] Senhor, preciso que dois de seus dracares contornem o Cabo das Águias e subam o Gargalo até a Atalaia da Água Cinzenta.
Lorde Jason [Mallister] hesitou.
– A floresta úmida é drenada por uma dúzia de cursos de água, todos eles rasos, assoreados e por mapear. Nem chamaria de rios. Os canais andam sempre derivando e se alterando. Há inúmeros bancos de areia, troncos caídos e emaranhados de árvores em putrefação. E a Atalaia da Água Cinzenta desloca-se. Como os meus navios irão encontrá-la?– Subam o rio exibindo o meu estandarte. Os cranogmanos vão encontrá-los. Quero dois navios para duplicar as chances de minha mensagem chegar a Howland Reed. A Senhora Maege irá num deles, Galbart no segundo. – Virou-se para os dois que tinha indicado. – Levarão cartas para os meus senhores que permanecem no Norte, mas todas as ordens nelas contidas serão falsas, para o caso de terem o azar de serem capturados. Se isso acontecer, deverão dizer-lhes que se dirigiam ao norte. De volta à Ilha dos Ursos, ou na direção da Costa Pedregosa.
(ASOS, Catelyn V)
Robb morre antes que ele possa tentar sua estratégia de retomar Fosso Cailin, mas Maege e Galbart desaparecem no Gargalo, para nunca mais serem vistos em momento nenhum de A Dança dos Dragões. Existem, no entanto, algumas dicas de que os dois mensageiros foram recebidos por Howland Reed e, mais interessantemente, voltaram a fazer contato com seus parentes no Norte.
Em primeiro lugar, os cranogmanos aparentemente começam uma campanha para livrar Fosso Cailin dos homens de ferro, cumprindo o último objetivo de Robb na guerra (apesar de a um ritmo mais lento, pois não contam com o apoio das tropas perdidas no Casamento Vermelho). Theon chega lá para encontrar a guarnição morta, morrendo ou escondida com medo dos demônios do pântano e seus venenos (ADWD, Fedor II).
Em segundo lugar, na marcha para Winterfell, Asha e Alysane conversam um pouco.
– Você tem irmãos? – Asha perguntou para sua carcereira.
– Irmãs – Alysane Mormont respondeu, ríspida como sempre. – Éramos cinco. Todas garotas. Lyanna está de volta à Ilha dos Ursos. Lyra e Jory estão com nossa mãe. Dacey foi assassinada.
– O Casamento Vermelho.
(ADWD, O Prêmio do Rei)
Como Alysane sabe que suas irmãs estão com sua mãe? A partir das descrições da hoste que Robb leva para o sul nos três primeiros livros parece que Dacey é a única filha que acompanha Maege. Isso faz um certo sentido, pois Dacey é a herdeira de Maege e as meninas mais novas não entrariam em guerra enquanto Alysane, a próxima da fila, permanece na Ilha dos Ursos.
Quando, então, Lyra e Jorelle saíram de casa? Elas e Alysane já estão ausentes quando Stannis envia suas cartas para todas as casas do Norte exigindo lealdade. Caso contrário Lyanna, de 10 anos, não teria tido a chance de responder de forma memorável, deixando Jon intrigado com a castelã escolhida pelos Mormonts (ADWD, Jon I).
De fato, se Maege estava em comunicação com a Ilha dos Ursos, suas filhas mais velhas provavelmente saberiam dela sobre Robb nomear Jon seu herdeiro, o que dá novo sentido às palavras de Lyanna. Assim como Wylla Manderly, Lyanna pode ser considerada jovem demais para participar de qualquer conselho secreto, mas, no entanto, sabe onde estão as verdadeiras lealdades de sua família, revelando-se inadvertidamente como “mulheres Stark” para Stannis, da mesma maneira que Wylla quase revela para os Frey que os Manderly eram. Talvez Lyanna atue em um desejo infantil de convencer Jon, que está na Muralha com Stannis, a reivindicar sua coroa.
Alysane chega mais tarde a Bosque Profundo e com a companhia.
Stannis tomara Bosque Profundo, e os clãs das montanhas se juntaram a ele. Flint, Norrey, Wull, Liddle, todos.
E tivemos outra ajuda, inesperada mas muito bem-vinda, da filha da Ilha dos Ursos. Alysane Mormont, a quem os homens chamam Mulher-Ursa, escondeu combatentes em uma flotilha de barcos de pesca e pegou os homens de ferro desprevenidos quando chegaram à costa. Os dracares Greyjoy foram queimados ou tomados, suas tripulações mortas ou rendidas. [...]
... mais nortenhos chegam enquanto as notícias da nossa vitória se espalham. Pescadores, mercenários, homens das colinas, arrendatários das profundezas da Matadelobos e aldeões que abandonaram seus lares ao longo da costa rochosa para escapar dos homens de ferro, sobreviventes da batalha do lado de fora dos portões de Winterfell, homens que já foram juramentados aos Hornwood, aos Cerwyn e aos Tallhart. Estamos cinco mil mais fortes enquanto escrevo para você, e nosso número incha a cada dia.
(ADWD, Jon VII)
A Ursa não poderia ter sido avisada da movimentação de Stannis em Bosque Profundo. Stannis praticamente desaparece do mapa enquanto ele arrebata Liddles, Norreys, Wulls e Flints, banqueteando-se pelas montanhas. Alysane está em Bosque Profundo em nome de outra facção. Uma que planeja retomar o castelo há algum tempo, uma vez que uma frota de navios de pesca (e os guerreiros que se escondem neles) não pode ser montada rapidamente.
De fato, os nortenhos que ingressaram no exército após a vitória de Stannis poderiam ter originalmente sido programados para atacar os homens de ferro em conjunto com as forças de Alysane. Ironicamente, isso significaria que Stannis seria a ajuda inesperada, mas muito bem-vinda, liberando Bosque Profundo antes do prazo e com menor custo para o Norte.
Em terceiro lugar, há Robett Glover, irmão e herdeiro mais novo de Galbart, que está em Porto Branco com Manderly. Para revisar, Robett é capturado em Valdocaso, mas é trocado por Martyn Lannister, filho de Kevan. Roose Bolton ordena que essa batalha seja travada, tentando sangrar as casas do Norte que se opunham a ele como Protetor do Norte, como acordado com Tywin.
Quando lhe trouxeram a notícia da batalha em Valdocaso, onde Lorde Randyll Tarly desbaratara as forças de Robett Glover e de Sor Helman Tallhart, seria de se esperar vê-lo enfurecido, mas ele limitou-se a olhar, numa incredulidade estupidificada, e dizer:
– Valdocaso, no mar estreito? Por que eles iriam para Valdocaso? – sacudiu a cabeça, desconcertado. – Um terço de minha infantaria perdido por Valdocaso?
– Os homens de ferro têm o meu castelo e agora os Lannister têm o meu irmão – disse Galbart Glover, numa voz carregada de desespero. Robett Glover sobreviveu à batalha, mas fora capturado perto da estrada do rei não muito mais tarde.
– Não será por muito tempo – prometeu o filho de Catelyn. – Vou oferecer Martyn Lannister em troca dele. Lorde Tywin terá de aceitar, por causa do irmão.
(ASOS, Catelyn IV)
---------------------------------------------
Robb tinha enviado o tio de Jeyne, Rolph Spicer, para entregar o jovemMartyn Lannister ao Dente Dourado, no mesmo dia emque recebera o acordo de Lorde Tywin com relação à troca de cativos. Tinha sido um gesto hábil. O filho ficava aliviado de seus receios quanto à segurança de Martyn, Galbart Glover ficava aliviado por saber que o irmão Robett tinha sido posto num navio em Valdocaso, Sor Rolph tinha uma tarefa importante e honrosa... e Vento Cinzento estava de novo ao lado do rei. Onde é o lugar dele.
(ASOS, Catelyn V)
Então, antes de Galbart partir para o Gargalo, ele descobre que Robett está a caminho do norte via mar. Onde mais poderia estar o destino de Robett, a não ser Porto Branco, o maior porto do norte? E se Maege pode entrar em contato com suas filhas, por que Galbart não poderia com seu irmão em Porto Branco, que fica muito mais próximo do Gargalo do que da Ilha dos Ursos?
Mas existe alguma pista de que Robett saiba que Robb nomeou Jon seu herdeiro? Talvez.
– A maldade está no sangue – disse Robett Glover. – Ele é um bastardo nascido de um estupro. Um Snow, não importa o que o rei menino diga.
– Alguma neve já foi tão negra? – perguntou Lorde Wyman. – Ramsay tomou as terras de Lorde Hornwood forçando o casamento com a viúva, e então a trancou em uma torre e a esqueceu lá. Dizem que ela comeu a extremidade dos próprios dedos... e a noção de justiça real dos Lannister é recompensar esse assassino com a garotinha de Ned Stark.
– Os Bolton sempre foram tão cruéis quanto espertos, mas esse aí parece um animal em pele humana – disse Glover.
(ADWD, Davos IV)
Robett e Manderly, também, parecem estar lançando mão dos disparates normais dos Westerosi sobre bastardos serem devassos e traiçoeiros por natureza, pois são nascidos da luxúria e mentiras. No entanto, GRRM lembra aos leitores da disputa pelas terras de Hornwood.
[Luwin:] – Sem herdeiro direto, haverá com certeza muitos pretendentes disputando as terras dos Hornwood. Tanto os Tallhart como os Flint e os Karstark têm ligações com a Casa Hornwood por linha feminina, e os Glover estão criando o bastardo de Lorde Harys em Bosque Profundo. O Forte do Pavor não tem nenhuma pretensão, que eu saiba, mas as terras são contíguas, e Roose Bolton não é homem que deixaria passar uma chance dessas. [...]
– Então deixe que o bastardo de Lorde Hornwood seja o herdeiro – Bran sugeriu, pensando no seu meio-irmão Jon.
Sor Rodrik disse:
– Isso agradaria aos Glover e talvez à sombra de Lorde Hornwood, mas não creio que a Senhora Hornwood iria simpatizar conosco. O garoto não é do seu sangue.
(ACOK, Bran II)
Mais tarde neste capítulo, Sor Rodrik questiona o intendente de Bosque profundo sobre Larence Snow, o bastardo de Lorde Hornwood, e o homem só tem elogios para o rapaz, à época com doze anos.
Por que Manderly e Glover gostariam de dar a Davos a impressão de que têm preconceito contra bastardos? E, por falar nisso, por que Davos se deu ao trabalho de recuperar não apenas Rickon de Skagos, mas Câo Felpudo para fins de identificação quando todos sabem que comandando a Muralha está Jon Snow, que foi criado em Winterfell com as crianças Stark?
Certamente, se a presença de Theon como protegido de Ned Stark é suficiente para passar Jeyne Poole como Arya, o testemunho de Jon pode provar que Rickon é quem Manderly diz que é. A menos que, segundo a teoria, Lord Wyman e Robett evitem escrupulosamente qualquer menção a Jon com a ideia de que quanto menos atenção for atraída para Jon (especialmente em relação a reis e herdeiros) melhor.
Bem, isso é talvez seja um pouco forçado (risadas). De qualquer forma, Robett desaparece no final de A Dança dos Dragões, não acompanhando Manderly à festa em Winterfell. Onde ele está? Uma teoria é que ele também está do lado de fora das muralhas de Winterfell ou em algum lugar próximo, escondido pela tempestade de neve, tendo liderado um exército de homens do Norte pelo Faca Branca.
Robett Glover estava na cidade e tentara arregimentar homens, com pouco sucesso. Lorde Manderly ignorara seus apelos. Porto Branco estava cansado de guerra, fora a resposta dele, segundo relatos. Isso era ruim.
(ADWD, Davos II)
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Wyman Manderly balançou pesadamente os pés. – Venho construindo navios de guerra há mais de um ano. Alguns você viu, mas há muitos mais escondidos no Faca Branca. Mesmo com as perdas que sofri, ainda comando mais cavalos pesados do que qualquer outro senhor ao norte do Gargalo. Minhas muralhas são fortes e meus cofres estão cheios de prata. Castelovelho e Atalaia da Viúva seguirão minha liderança. Meus vassalos incluem uma dúzia de pequenos senhores e uma centena de cavaleiros com terras.
(ADWD, Davos IV)
O cansaço de Manderly por guerra é total e completamente fingido. Os relatos sobre falhas de Robett emarregimentar homens também são falsos? Note que, se houver outro exército à espreita na neve, Stannis nada sabe disso.
Finalmente, voltando à pergunta original, onde estão Maege Mormont e Galbart Glover? Especula-se que eles decidam permanecer nas Terras Fluviais, usando a Atalaia da Água Cinzenta como base de operações para tentar reunir os remanescentes do exército de Robb que ficam presos e dispersos quando Fosso Cailin caiu em mãos inimigas. Por exemplo, os seiscentos homens - incluindo lanceiros das montanhas e de Proto Branco, arqueiros Hornwood, e Stouts e Cerwyns – que Roose deixa no Tridente sob o comando de Ronnel Stout e Sor Kyle Condon (ASOS, Catelyn VI) dos quais nunca mais se ouve falar. Se a viagem de Senhora Coração de Pedra ao Gargalo significar que a Irmandade sem Bandeiras está agora trabalhando com Reed, Mormont e Glover, essas forças poderão em breve reaparecer onde mais doerá nos Lannisters e Freys.

Intriga marchando para Winterfell

Com Alysane Mormont funcionando como a conexão com a Senhora Maege e, consequentemente, com a legitimação de Jon por Robb como rei no norte, os próximos jogadores nesse jogo de telefone sem fio são os homens do clã, os quais (como Manderly fica sabendo via Wex) sabem que Bran (e provavelmente que Rickon também) sobreviveu ao saque de Winterfell.
Jojen Reed parou para recuperar o fôlego.
– Acha que essa gente das montanhas sabe que estamos aqui?
– Eles sabem. – Bran avistara-os observando; não com os próprios olhos, mas com os olhos mais sensíveis de Verão, que deixavam escapar muito pouco. [...]
Só uma vez encontraram um membro do povo da montanha, quando uma súbita carga de água gelada tinha feito com que buscassem abrigo. [...] Bran achou que devia ser um Liddle. O broche que prendia seu manto de pele de esquilo era de ouro e bronze, trabalhado em forma de pinha, e os Liddle usavam pinhas na metade branca de seus escudos verde e branco.
O Liddle puxou uma faca e começou a desbastar um pedaço de madeira.
– Quando havia um Stark em Winterfell, uma donzela podia percorrer a estrada do rei usando o vestido do dia de seu nome e nada sofrer, e os viajantes encontravam fogo, pão e sal em muitas estalagens e castros. Mas agora as noites são mais frias, e as portas estão fechadas. Há lulas na mata de lobos, e homens esfolados percorrem a estrada do rei, perguntando por forasteiros.
Os Reed trocaram um olhar.
– Homens esfolados? – perguntou Jojen.
– Os rapazes do Bastardo, ora. Ele tava morto, mas agora não tá. E paga bom dinheiro por pele de lobos, segundo um homem ouviu dizer, e talvez até ouro por notícias de certos outros mortos que andam. – Olhou para Bran quando disse aquilo, e para Verão, que estava estendido ao seu lado. – [...] Era diferente quando havia um Stark em Winterfell. Mas o velho lobo tá morto e o novo foi para o sul jogar o jogo de tronos, e tudo que nos resta são os fantasmas.
– Os lobos voltarão – disse solenemente Jojen.
(ASOS, Bran II)
Este estranhamente bem informado Liddle, com seu broche de ouro e bronze, é talvez um líder em seu clã. Ele não apenas reconhece Bran, mas seu pessoal também tem se mantido atentos. O próprio fato de os homens de Bolton terem prometido recompensa por notícias dos Stark supostamente mortos sugere que eles não estão mortos. Bran também pergunta ao Liddle a que distância fica a Muralha (não consta da citação acima) e, embora o homem pense que eles não deveriam seguir esse caminho, ele fica por dentro de parte dos planos deles.
Em A Dança dos Dragões, os Liddles ajudam Stannis a tomar Bosque Profundo e a marchar para Winterfell junto com os Norreys, Wulls e Flints. Em minha opinião, há boas chances de que os Liddles tenham contado aos demais sobre o encontro com Bran e companhia. Os clãs das montanhas podem brigar por cabras e mulas roubadas, mas quando se trata dos Starks de Winterfell, há consenso. Segundo a teoria, quando Alysane se junta à marcha, ela e os homens do clã trocam informações. Os Liddles, Norreys, Wulls e Flints ficam sabendo sobre Jon, Alysane sobre Bran (e talvez Rickon, se ela ainda não tiver cruzado com os Glovers).
Pouco tempo depois, Jon hospeda Norreys e Flints na Muralha.
O Velho Flint e O Norrey tinham lugares de grande honra logo abaixo do estrado. Ambos eram velhos demais para marchar com Stannis; haviam mandado filhos e netos em seus lugares. Mas ambos haviam sido rápidos o suficiente para descer até o Castelo Negro para o casamento. Cada um trouxera uma ama de leite para a Muralha, também. [...] Entre as duas, a criança que Val chamara de Monstro parecia estar prosperando.
Por isso Jon estava grato... mas não acreditara nem por um momento que esses dois veneráveis velhos guerreiros desceriam correndo das montanhas sozinhos. Cada um viera com uma cauda de guerreiros – cinco para o Velho Flint, doze para O Norrey, todos vestidos em peles esfarrapadas e couro cravejado, temíveis como a face do inverno. Alguns tinham longas barbas, alguns tinham cicatrizes, alguns tinham ambos; todos veneravam os antigos deuses do Norte, os mesmos deuses venerados pelo povo livre para lá da Muralha. No entanto, eles se sentaram, bebendo por um casamento santificado por algum estranho deus vermelho de além-mar.
Melhor isso do que se recusar a beber. Nem os Flint nem os Norrey haviam virado suas taças para derramar o vinho no chão. Isso poderia indicar certa aceitação. Ou talvez simplesmente odeiem desperdiçar um bom vinho sulista. Não dá para provar muito disso naquelas montanhas rochosas deles.
(Jon X, ADWD)
Pode ser que Flint e Norrey estiveram na Muralha para avaliar Jon? Suponha que estes homens de clã com Stannis enviem uma mensagem ou mensageiro de volta às montanhas, falando do sucessor escolhido por Robb. Os nortenhos sobrevivem na neve muito melhor do que os cavaleiros do sul de Stannis, e duvido que algum deles notaria o desparecimento um ou dois daqueles homens. O acordo de Jon sobre o casamento de Alys Karstark e sua trégua com os selvagens seriam infrações à autoridade do Rei do Norte. E representantes dos clãs das colinas vieram para observar e julgar como ele lida com os ambas as coisas:
– Lorde Snow – disse O Norrey –, onde você pretende colocar esses seus selvagens? Não nas minhas terras, espero.
– Sim – declarou o Velho Flint – Se quer deixá-los na Dádiva, é problema seu, mas assegure-se de que não vão ficar vagando por aí, ou mandarei a cabeça deles para você. O inverno está próximo e não quero mais bocas para alimentar.
– Os selvagens ficarão na Muralha – Jon lhes assegurou. [...]– Tormund me deu sua palavra. Ele servirá conosco até a primavera. O Chorão e os outros capitães terão que prometer a mesma coisa, ou não os deixaremos passar.
O Velho Flint abanou a cabeça.
– Eles nos trairão [...]
– O povo livre não tem leis nem senhores – Jon falou –, mas amam suas crianças. Você admitiria isso ao menos? [...] Por isso insisti em mantermos reféns. [...]
Os nortenhos olharam um para o outro.
– Reféns – ponderou O Norrey. – Tormund concordou com isso?
Era isso, ou ver seu povo morrer.
– Meu preço de sangue, ele chamou – falou Jon Snow –, mas pagará.– Sim, e por que não? – O Velho Flint bateu sua bengala contra o gelo. – Protegidos, nós sempre os chamávamos, quando Winterfell exigia rapazes de nós, mas eram reféns, e nada pior que isso.
– Nada, exceto para aqueles cujos pais desagradavam os Reis do Inverno – falou O Norrey. – Esses voltavam para casa uma cabeça mais curtos. Então me diga, rapaz... se esses seus amigos selvagens se mostrarem falsos, você terá estômago para fazer o que precisa ser feito?
Pergunte a Janos Slynt.
– Tormund Terror dos Gigantes me conhece o suficiente para não me testar. Posso ser um rapaz inexperiente aos seus olhos, Lorde Norrey, mas ainda sou um filho de Eddard Stark.
(ADWD, Jon XI)
Acredito que Flint e Norrey estão devidamente impressionados aqui. Se Alysane realmente falou com os clãs da intenção de Maege Mormont de defender os últimos desejos de Robb, acho que eles estariam dispostos a aceitar Jon como Rei do Inverno.
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2020.03.16 20:34 Upa-upa-puxadote 15 Obras de Camilo Castelo Branco em epub

São 15 epubs. Alguns são romances, outros são peças de teatro.
«A caveira do Mártir» - Publicado em 1876, o romance “A Caveira da Mártir” foi um dos maiores sucessos comerciais da carreira literária de Camilo Castelo Branco, quando ainda era vivo e, tal como muitas das obras camilianas, é baseada em casos reais e históricos. Mas, ao contrário de outros romances, que seguem somente uma história linear, aqui é explorado um entrelaçado de histórias, interligadas pelas acções e domínio da Santa Inquisição na justiça portuguesa e da aplicação da pena capital.
«Mistérios de Lisboa» - Publicado num jornal portuense, em 1853. Enredo: Pedro é um órfão de 14 anos, aluno de um colégio católico. Na sua procura pela identidade dos seus pais vai conhecer a trágica história da vida de ambos. À sua volta, várias histórias, entrelaçadas e interligadas, que atravessam todo o século XIX sobre 40 diferentes personagens: amor, paixão, crime e adultério, onde cada um tem o seu papel no destino dos outros.
«A Queda de Um Anjo - Publicado em 1866, esta história sobre a corrupção moral é uma dos mais célebre romances satíricos de Camilo Castelo Branco e também um dos mais divertidos e cómicos. A temática da história é simples: o poder corrompe; e a ostentação, o adultério e a personalidade de “vira-casacas” são corolários dessa corrupção. Enredo: Calisto Elói, um morgado minhoto provinciano de elevados valores morais é convidado para ser deputado em Lisboa, acabando assim por se deixar corromper pelo luxo e pelo prazer que imperam na capital.
«O Judeu» - Publicado em 1866, a obra “O Judeu” de Camilo Castelo Branco é um romance histórico de homenagem àquele que se tornou na figura representativa dos milhares de judeus portugueses que morreram pela Inquisição entre 1540 e 1794, em Portugal. Enredo: História da vida trágica de António José da Silva, o mais famoso dramaturgo português do seu tempo que acabaria posteriormente por morrer na fogueira às mãos da Inquisição.
«O retrato de Ricardina» - A obra foi escrita em plena guerrilha literária, que opôs os escritores românticos da velha guarda, aos jovens estudantes de Coimbra, que defendiam um novo tipo de literatura na chamada “Questão Coimbrã”. Curiosamente, Camilo escreveu este romance com o intuito de parodiar os movimentos literários do Realismo e do Naturalismo, mas o resultado foi uma obra que faz um fresco da condição da mulher da época, com poucos direito e sem grandes liberdades. Enredo: Bernardo, um jovem humilde, que na infância era pastor e aprendiz de pintor, fica subitamente rico com uma herança que recebe. Após formar-se em Coimbra e voltar à sua terra, na freguesia de Espinho, apaixona-se pela bela Ricardina, filha do Abade da região, um homem poderoso, influente e vingativo que recusa que a filha se relacione com alguém das suas origens. Os dois fogem, sempre perseguidos pelos capangas do pai da rapariga.
«O Morgado de Fafe em Lisboa» - Peça de teatro. Enredo: O Barão e a Baronesa de Caçurrães querem casar a filha, extremamente pretenciosa, com um pretendente rico mas a rapariga não acha nenhum dos pretendentes dignos dela. No entanto quanto mais se descobre sobre a personalidade da mesma, mais se percebe que ela é que não é digna dos pretendentes.
«A Bruxa do Monte Córdova» - Publicada em 1867, esta novela Camiliana tem como pano de fundo a guerra civil que ocorreu entre 1831 e 1834, e opôs os defensores de D. Pedro I e da sua filha D. Maria II, liberais e constitucionalistas, aos defensores de D. Miguel I, os absolutistas e tradicionalistas. Mas a acção principal em si relata-nos uma história de amor trágico que define bem a época conturbada em que se vivia, falando principalmente da falta de carácter dos representantes da igreja, enquanto instituição, que incentivavam o fanatismo e o histerismo religiosos e davam azo a intrigas e convulsões sociais.*
«A Brasileira de Pranzins» - Enredo: Marta de Prazins, chamada de “A brasileira” pois está prometida, pelo pai, a um tio que fez fortuna no Brasil, apesar de ter José Dias como seu apaixonado.
«Amor de Perdição» -A mais popular obra de Camilo Castelo Branco, que lhe conferiu fama, popularidade e que o consagrou como um dos mais relevantes escritores românticos portugueses. Foi escrita, segundo o autor, em apenas 15 dias, no ano de 1861, enquanto esteve preso na cadeia da Relação, na cidade do Porto, por se ter envolvido num escândalo de adultério.
Enredo: Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, dois jovens enamorados de famílias rivais da cidade de Viseu do século XIX, mantêm um namoro proibido com consequências trágicas e mortais, não apenas para ambos mas também para aqueles que os rodeiam.
«Amor de Salvação» - Amor de Salvação, obra de Camilo Castelo Branco, publicada em 1863, é uma novela passional, considerada pela crítica uma das obras mais bem acabadas do autor. Enredo: Amor de Salvação conta a história da relação conturbada entre Afonso e Teodora, que tinham sido prometidos um ao outro, desde o momento que nasceram.
«Coração, Cabeça e Coração» - Romance que conta a história de Silvestre da Silva, em três grandes fases da sua vida. Uma primeira em que ele dedica os seus amores e às “coisas do coração”, às quais ele depois diz ser uma “tolice brava”; a uma segunda fase ao “intelecto” e. finalmente a uma terceira em que afirma render-se aos apelos do estômago até morrer.
«Onde está a Felicidade» - Publicado em 1856, o romance Onde Está a Felicidade? é um retrato fiel da sociedade da época, caracterizada pela importância do dinheiro e do estatuto como forma de promoção social. Trata-se de um romance onde impera a crítica à sociedade, representada pelas figuras de Guilherme do Amaral, que simboliza a riqueza, e de Augusta, que personifica a população de parcos recursos. Enredo: A história da busca da felicidade por parte de Guilherme e Augusta. Ambos apaixonam-se e tornam-se amantes, no entanto, Guilherme abandona a jovem, seduzido pela beleza de uma prima sua e Augusta irá perceber que a felicidade não é fácil de encontrar
«A doida do Candal» - Enredo: Quando Simão Peixoto ameaça a sua irmã Lúcia com o convento para que possa ficar com as heranças que por direito são dela, esta pede ajuda ao seu primo Marcos Freire. Com ajuda de José Osório este consegue retirá-la para casa de umas parentes. Furioso, Simão quer vingança, e tanto provoca Marcos que acaba por se bater em duelo com ele, matando-o. Quando a notícia chega a Maria da Nazaré, com quem Marcos tem um filho, esta enlouquece, ficando conhecida como a doida do Candal.
«O Lobisomem» - Peça de Teatro = Enredo: Uma aldeia localizada nas serras de entre Douro e Minho vive assombrada com as aparições de um lobisomem que ronda as imediações da povoação. Entre o medo e o mistério, resta ao povo tentar descobrir a quem dos vizinhos recaiu tamanha maldição.
«A Sereia» - Uma novela de Camilo muito popular no tempo da sua publicação mas que acabou por ser relegada para o esquecimento dentro da vasta lista de obras camilianas. Enredo: A trágica história de Joaquina Eduarda, cantora de palco a quem chamavam “A Sereia”.
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2020.02.16 19:59 migueucardouso São Valentim não faz milagres!

São Valentim não faz milagres!
14 de fevereiro de dois mil e vinte
Dirijo por este meio um comunicado que pretende refletir os meus sentimentos mais profundos e relativo descontentamento perante tudo o que esta data implica. Talvez o facto de me encontrar sozinho não ajude muito e faça tender a minha opinião para um pólo bastante implícito, porém, conhecendo o meu carácter, acredito que independentemente do meu estado civil, a opinião não mudaria em nada!
Dia dos namorados, uma comum sexta-feira do mês de fevereiro, mas que por qualquer motivo fez suscitar em grande parte da população um amor inquebrável e incondicional por todos aqueles que nos rodeiam. A minha atenção no dia estava redobrada, uma vez que prestava um cuidado especial ao comportamento de todos e de todas. Cheguei a uma conclusão da qual já suspeitava, muito simples e engraçada: O dia de São Valentim nada mais é do que uma hipocrisia desgastada.
Os amados concordaram numa medida já há muito não usada, talvez tenha sido também utilizada há um ano, um cessar-fogo amigável prolongado por vinte e quatro horas, onde os dois, apesar do confronto intenso até então, concordam em sair a um bom restaurante, onde pedem uma comida agradabilíssima, acompanhado de um ótimo vinho, de reserva até!... Após a barriguinha cheia, regressam a casa e com sorte, dormem um sono tranquilíssimo, como se tivessem reservado um hotel nas nuvens. Por muita vontade que houvesse para outras ações, o dia no trabalho foi duro! No amanhecer do dia seguinte, 15 de fevereiro, tudo volta ao normal e há ordem para que se abra fogo ao inimigo, começando novamente os insultos habituais, as desconfianças e intrigas, as preocupações, os problemas, enfim, tudo aquilo o que envolve a vida dum casal…
Não entendo… Não consigo… Tem que haver uma preocupação constante por quem se encontra a seu lado, por quem depende de si ou gosta de si, por quem o/a apoia nas derrotas e por quem o/a engrandece nas vitórias. Problemas são comuns numa vida partilhada. Na minha opinião, não deve haver dias específicos para se ser mais amoroso, mais carinhoso, mais atencioso, ou até para fazer coisas que a sua mulher ou homem nunca estaria à espera. Deve-o ser todos os dias! Deve dar sempre o melhor de si a quem mais ama, porque quem ama, cuida e se não cuidar devidamente pode vir a perder o que mais gosta.
Desculpem a minha intervenção tardia quanto a este assunto, mas tinha uma “espinha” entranhada neste meu pensamento. Apesar de tudo, espero que tinha sido um dia muito feliz para todos vós, amados ou solteiros!... Para mim foi ótimo, preparei-me um jantar divinal e dormi durante toda a noite um sono profundo, com a cama só para mim!

https://preview.redd.it/3d7g0y3o2ch41.jpg?width=1038&format=pjpg&auto=webp&s=1536810345ca92bc82d068118a89abf129461616
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2020.02.14 16:42 movergonha Ciúmes

4 meses de namoro, e hoje é a 2° vez que me sinto inseguro sobre meu relacionamento... Poderiam opinar sobre?
Seguinte, a um tempo atrás (mais ou menos 2 meses de namoro), minha namorada aceitou participar de uma brincadeira na escola, o famoso "verdade ou desafio", já sabendo que tinham homens participando da brincadeira, isso já foi um erro dela, correto? Ok, mas relevaria tranquilamente se fosse somente isso, o problema é que ela escolheu desafio ao invés de verdade, e escolheram um desafio besta - mas que pra mim tem peso - o desafio era deixar um dos meninos beijar o pescoço dela, como se fosse um chupão, mas leve... (Essa é a versão que ela conta, não sei se realmente foi só isso, ou se houve mais coisas, porém ainda confio nela), mas mano, ela aceitou e isso me deixou tão pra baixo, por que ela simplesmente poderia recusar e não fazer nada, ninguém iria obrigar ela já que seria assédio.
Velho, eu não sei se é exagero meu em sentir ciúmes por causa disso, ou ficar tão pra baixo... Enfim, perdoei ela, mas ainda me sinto inseguro em relação ao convívio dela com outros homens, é tanto que fico diferente sempre que ela fala sobre alguma coisa relacionada a amigos homens (principalmente as amizades mais recentes), eu desconfio e ao mesmo tempo me questiono se isso é válido, ou se tô sendo muito ciumento e paranóico.
Ela seleciona bem as pessoas com quem quer falar, até mesmo antes de conhecer, tipo, a primeira vista ela já define se a pessoa é alguém com quem ela criaria vínculos, ela mesmo assumiu isso. Pelo meu raciocínio, a questão da aparência vale muito pra ela, se baseando nesse hábito aí que ela tem. E ontem ela me disse que não gostou de muita gente na sua sala nova (principalmente mulheres) e já tá quase arrumando intriga kkkk enfim, mas ela fez amizade com um cara, disse que era legal e tudo mais, e pensando em todo o histórico q já contei, sinto medo de acontecer algo parecido novamente, ou pior... As aulas começaram antes de ontem, e hoje ela já saiu com alguns amigos pra comer, saíram mais cedo da escola e tudo mais, dizendo ela que só foi por que pagaram, mas quem é o homem em sã consciência que pagaria comida pra uma mulher que conheceu não faz nem 1 semana, sem intenções nenhuma? meu Deus, me sinto tão inseguro, não sei mais o que fazer, já conversei com ela, e pelo que ela diz, não pretende repetir aquele ocorrido do verdade ou desafio, nem coisa parecida...
Mas queria saber, eu estou sendo inseguro sem motivos? Tô sendo muito paranóico e ciumento? Eu até tento melhorar, mas não consigo me tranquilizar... Ao mesmo tempo que sinto essa angústia, prefiro não falar que tô sentindo ciúmes pra não incomodá-la, mas quando tô pensativo de mais, ela acaba percebendo e eu desabafo, nós conversamos, e no final nos abraçamos e sai tudo "bem", porém minha confiança não volta ao estado de 100%, eu sou um lixo por tá assim?
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2019.12.29 02:08 wolfsuper A Raposa - Frederick Forsyth

SINOPSE
Adrian Weston, ex-chefe do MI6, Serviço de Informações Secretas britânico, é acordado a meio da noite por um telefonema da primeira-ministra que lhe dá uma notícia perturbante. Os impenetráveis sistemas de informação da NSA, a Agência de Segurança Nacional norte-americana, foram violados por um inimigo desconhecido, imediatamente batizado como a «Raposa». A caçada começa e, surpreendentemente, descobre-se que o responsável pelo ataque é Luke Jennings, um inofensivo adolescente inglês excecionalmente inteligente. Os americanos exigem a sua extradição, mas Weston tem outros planos: se Luke fez o que fez, por que não aproveitá-lo contra as ameaças ao Ocidente? Se foi capaz de quebrar os nossos sistemas de segurança pode fazer o mesmo com os dos nossos inimigos.
Luke, uma vez identificado, torna-se vulnerável, fica inevitavelmente exposto a enormes perigos e transforma-se rapidamente no homem mais procurado do planeta. Perseguido, detido, protegido ou em liberdade, aconteça o que acontecer, o que importa é que não caia em mãos erradas, porque se tal suceder as consequências são imprevisíveis e podem comprometer o equilíbrio mundial.
Uma intriga arrepiante que atravessa continentes e que é pautada pelos novos rumos que, nos dias de hoje, acompanham a espionagem tecnológica.

Link: https://mega.nz/#F!bwkDWKyY!r5I8tJ4Tnr3ThZNSxL3Q-A
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2019.12.13 03:18 altovaliriano Daenerys Webber e Stannis Osgrey

Esta é uma teoria de minha autoria, que eu submeto à vocês para execração pública.
Ela defende que “A Espada Juramentada” prenuncia a formação de uma aliança por casamento entre Daenerys e Stannis em “Os ventos do inverno” ou em “Um sonho de primavera”.
Observação: TSS = The Sworn Sword = A Espada Juramentada

Paralelos e prenúncios

Eustace Osgrey x Stannis Baratheon
Rohanne Webber x Daenerys Targaryen
A Espada Juramentada x ASOIAF

Questão Preliminar

Porque Daenerys se casaria com Stannis se ela (atualmente) tem muito mais a perder do que ele?
O propósito desta teoria não é explicar isto. A teoria não advoga que o casamento é a melhor opção para ambos os personagens, mas tão somente que GRRM desenvolveu personagens com circunstâncias políticas e pessoais muito similares àquelas de Deanerys e Stannis e que resolveram seus conflitos casando-se.
A principal distinção entre os dois conflitos é que Rohanne, ao contrário de Daenerys, precisava desesperadamente se casar, recusava insistentemente os pretendentes mais dispostos e não alimentava esperanças de que o melhor deles (Gerold Lannister) estivesse interessado nela.
Assim, GRRM subitamente casou Rohanne com seu antagonista e nos mostrou que esse desfecho aparentemente encerrou os problemas de ambos (afinal, não ouvimos falar de suas consequências em “O Cavaleiro Misterioso”).
Ocorre que, se refletirmos um pouco, perceberemos que, se Rohanne aceitou de boa-fé, o casamento com Osgrey foi uma escolha ruim e pouco estratégica. Eustace era velho, estigmatizado como um traidor e sua Casa já havia perdido terras por ter desagradado um Rei Targaryen (Maegor). Quando Rohanne casou-se com Eustace, ela não só perdeu o controle (formal) sobre suas terras como deu poder a um inimigo da Coroa.
Caso ela não tivesse nenhum plano na manga (tanto para matar ou manipular o novo marido – como meio de burlar a regra prevista no testamento de seu pai), sua decisão serviu apenas para alimentar as intrigas de vizinhos e pretendentes descartados.
No entanto, isso não impediu a Viúva Vermelha de casar-se com um vassalo do Dragão Negro.
No que tange à Daenerys e Stannis, eu levantarei algumas possibilidades nos próximos parágrafos, mas apenas em amor ao debate, pois não são mais do que especulações.

Conflito e harmonia entre Baratheon e Targaryen

A impressão geral é a de que Stannis sobreviverá à Batalha de Winterfell e Daenerys chegará à Westeros em TWOW. Essas presunções tem bastante respaldo no livro, haja vista que Stannis é “o homem [que] lutará até o fim, e mesmo depois” e Daenerys é a "pretendente de Chekhov" ao trono de Ferro.
Além da natural inimizade entre estes personagens (leia-se, Rebelião de Robert), Daenerys e Stannis estarão competindo pelas mesmas terras e títulos, o que aparentemente torna inviável um mero pacto entre eles… a não ser que ambos tenham um perigoso inimigo em comum e que haja um meio de ambos conseguirem o que querem por meio de uma aliança.
Com efeito, se por um lado eles tem mais de um inimigo em comum (Lannisters, Euron, os Outros e – quem sabe – Aegon), por outro, ao casarem, Stannis e Daenerys continuariam a reter os títulos que reivindicam de Rei e Rainha de Westeros. Aliás, a existência de um Rei, mesmo que consorte, inspiraria mais legitimidade ao poder monárquico e permitiria que mesmo aqueles senhores mais apegados à regra da hereditariedade pela linha masculina jurassem lealdade à Coroa com pouca hesitação.
Não que eu pense que Stannis ou Daenerys aceitarão o papel de mero consorte.
O que eu penso é que a combinação do senso de Stannis de querer salvar o reino antes de sentar no trono com a propensão de Daenerys de proteger os mais fracos postergará o enfrentamento entre eles para, digamos, depois da Longa Noite.

Especulações adicionais (e improvisadas)

O que me parece ser o maior obstáculo ao casamento é a memória da Rebelião de Robert.
Eu digo “memória” porque se participação de Stannis na Rebelião de Robert fosse auditada, alguém notaria que ele não lutou nenhuma batalha após a Batalha de Vaufrexo (já que, depois disso, ele estava sob cerco em Ponta Tempestade) e nós temos boas razões para acreditar que pouco sangue foi derramado durante o Assalto a Pedra do Dragão. Portanto, Stannis muito provavelmente não pode ser culpado de nenhuma morte significante.
Essa auditoria, contudo, certamente não teria nenhuma importância para Daenerys, pois, ironicamente, ela compartilha da opinião de Stannis sobre a cumplicidade dos aliados de seus inimigos mesmo pelos atos que eles não praticaram, como se vê a seguir:
— Minha irmã Lysa acusou a rainha de matar seu marido numa carta que me enviou – admitiu. – Mais tarde, no Ninho da Águia, atribuiu o homicídio a Tyrion, o irmão da Rainha.Stannis fungou: — Se puser o pé num ninho de cobra, será que interessa qual delas morde primeiro?
(ACOK, Catelyn III)
— Lannister ou Stark, qual a diferença? Viserys costumava chamá-los de cães do Usurpador. Se uma criança é atacada por uma matilha de cães, faz diferença qual deles rasgou sua garganta? Todos os cães são igualmente culpados.
(ADWD, Daenerys II)
Tendo isso em mente, uma das coisas que podem ajudar a construir uma ponte entre Daenerys e Stannis seria a sugestão, feita por Jorah Mormont, de que Daenerys tivesse dois maridos para montar seus outros dragões.
Devido à minha suspeita de que Viserion tem uma queda por pessoas com “sangue de dragão”, como visto nos casos de Ben Mulato Plumm (que alega ter apenas “duas gotas”, em razão de um parentesco distante com os Targaryens) e Quentyn (provável descendente da primeira Daenerys, que quase domou Viserion), eu acredito que esse dragão poderá demonstrar afinidade com Stannis, cuja própria avó era uma Targaryen.
Assim, dentre outras soluções plausíveis, eu acredito que ao criar um vínculo com um dos dragões de Daenerys, Stannis poderia persuadi-la a aceitar uma aliança por casamento.
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2019.10.20 18:31 R0r0noaAlex Problemas internos... +18

Olá pessoal!, tudo bem?.
Espero que leiam meu segundo desabafo...
Tive uma infância bastante conturbada, meu pai batia na minha mãe, minha mãe traia meu pai na mesma cama que ambos dormiam, e como na época morávamos em uma casa que só tinha um quarto, eu acabava vendo e ouvindo o ato...
Eu era um garoto sociável, gostava de fazer amizades, era mais aberto sobre meus sentimentos e mais algumas qualidades que não me lembro mais...
Até que meus pais se separaram, e as coisas mudaram muito rápido para mim, provocando mudanças em minha personalidade...
Eu ficava uma semana na casa de um, e outra na semana na casa de outro. No começo era legal, pois me tratavam SUPER bem, mas com o passar do tempo, começaram as intrigas, um começava a inventar coisas sobre o outro tentando aplicar uma lavagem cerebral em mim... E conseguiram...
Eu já não conseguia mais ser eu mesmo, sempre tinha que ter cautela ao falar algo ou me expressar...
Daí comecei a me trancar no quarto, ganhei peso (hoje tenho 120 quilos), me isolei do mundo...
Mas vocês pensam que acabou?, muito pelo contrário:
Depois de uns 2 anos, meus pais voltaram e começaram a fingir que não tinha se separado.
E começaram a martelar minha cabeça de novo: "Fica o dia todo dentro desse quarto", "Vai comer umas meninas rapaz", "Eu tenho medo dele, esse menino é louco, nunca vi uma pessoa tão introvertida como ele..."
Comecei a escutar vozes... e apartir desse momento, não conseguia mais sair do meu quarto... Elas riam de mim, me desanimavam, falavam que eu deveria comer até infartar, só assim meus pais se livrariam de mim.
E em um momento de coragem, falei pros meus pais tudo o que estava passando, e enquanto eu falava, as vozes riam, mas mesmo assim continuava falando. Sabe o que aconteceu?, meus pais mandaram eu virar homem, e que eu só queria atenção. Minha mãe contou isso a minha vó, e essa anja, foi a única que me ajudou...
Ela marcou um psicólogo para mim, e lá eu disse tudo, confesso que até me senti mais leve depois de ter tirado o peso de mim... mas sabem o que ele fez? "Ah, você tem traumas, e esses traumas emergiram na sua cabeça, por isso tu escuta elas... Vou te medicar uns remédios". Fui para casa com os remédios, e comecei a tomar todos os dias, mas depois de um tempo comcei a ter leves crises de amnésia, e graças a isso comecei a tomar os remédios 2 vezes por dia, pensando que não tinha tomado... depois de meses fazendo isso sem perceber, fui encontrado desmaiado e semi-morto no chão da cozinha...

Fiquei internado por 5 dias, e fui obrigado me voluntariar a palestras anti-suícidio ;-;.
Hoje tento me recuperar, mas estou seriamente desanimado com a vida, as pessoas do colégio me zoam por eu ser gordo e por introvertido... Professores tbm me tratam diferente... mas sla, acho que se eu me isolar um pouco mais, não terei mais problemas em relação a isso...
O que acham da minha vida?

Enfim, ficou enorme, mas essa foi o resumo da minha curta vida. Claro omiti algumas coisas, mas a maioria tá no texto...

Espero que acreditem, e que não tratem meu texto como algo de ficção... Boa tarde a todos S2
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2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2019.09.20 16:06 vittiglio Saga Outlander - A Libélula Presa no Âmbar - Livro 2 (Corrigido)

Olá!
Apaguei o outro post quando estava a tentar editar o link, nem sei bem como o fiz (noob).
Novamente: aqui vai o 2º Livro da Saga Outlander em PT-PT versão Retail (Almedina).
Confirmei a versão PDF (convertido pelo calibre com o plugin para remover DRM) e não apresenta erros à 1ª vista. Ainda não consegui testar a versão MOBI no Kindle mas se uma está bem supostamente a outra também. Se virem que dá erro ou algo se passa p.f. avisem.

Link EPUB: https://mega.nz/#!dkwwlQ5J!A7TKHGSklKhxZww2ARo0dWp0RY55DmZ2oDfke9UROEg
Link PDF: https://mega.nz/#!BtQk2ILL!IFapF6EB4L2PG5SiEScgO29o7dL7h43Sfq1sI8cHjU0
Link MOBI: https://mega.nz/#!ogBWGAYA!CbfkSKoIWGr8ZMRKQyFUr_u-1SZXvk6DV6KvagiLiyo


https://preview.redd.it/h2r6wiiv9rn31.jpg?width=250&format=pjpg&auto=webp&s=059505cba1948bd5647c57d38dbb2883210de4b2
SINOPSE:
Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo. Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono da Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama.
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2019.08.11 05:17 propinocracia Os 29 comentários mais downvotados do /r/brasilivre

Eu fiz um pouco diferente de como fiz no /brasil, dessa vez utilizei a API do pushshift para pegar os comentários. Converti o JSON para xlsx, removi algumas colunas desnecessárias e fiz o sort pelo excel (o sort da API não estava funcionando por algum motivo).
Depois salvei como csv, editei os links para o formato do markdown e então o csv foi convertido para uma tabulação em markdown.
A amostra é pequena para alguma conclusão, mas achei algo interessante, usuários com comentários muito downvotados caso tentem retrucar geralmente são downvotados de novo.
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Link natecaro Se o policial tivesse armado isso não aconteceria... não pera -51
Link DarknessMonk Esse cara é um cuzao de marca maior -50
Link DarknessMonk Nem vi, odeio esse cara e não vou dar ibope a ele -48
Link josedasjesus ela não entende o porque o estado intervém, não consegue entender o porque desta necessidade e nem mesmo parece entender o que é racismo, dentro de um contexto de 400 anos de opressão em que pessoas foram escolhidas pela cor para serem abusadas e roubadas, mas o mais triste é que uma pessoas que não parece entender quase nada se considera apta a emitir opiniões segurars que parecem estar embasadas em argumentos de grupos racistas que tentam inverter a lógica de 400 anos e se colocar como os mimimis oprimidos uma suposta elite preta que domina o planeta -47
Link ebaroni83 Nossa deve tá sobrando dinheiro lá então pra pintar calçadas. -45
Link ebaroni83 Tipo 99% dos Bolsominions que habitam esse sub. -44
Link Sidewayslsdandpillz Se ele fosse inocente não teria apagado as conversas, isso por si soh comprovaria a sua inocência. Eu tô achando legal esse house of cards da macacolandia. A batata desses caras tá assando cada vez mais. -42
Link MachoAlpha "Tá escrito bem grande ""até ta xx:xx"" to achando que vocês são bem retardadinhos. Vocês não tem vergonha de serem burros não ?" -40
Link ssantorini Que absurdo! 4% a mais de share, isso é um holocausto masculino. \n\nTêm uma vaga aí no grupo dos incels pra mim, na moralzinha?? -39
Link crownercorps So cometeu crime quando estuprou -38
Link leonardoteodoro O Moro e essa ala do MPF venceram praticando rasgando a lei. Agitam como criminosos. E isso não tem nada a ver com o PT. -38
Link danibx O acordo tá em negociações há 20 anos. E se aconteceu foi apesar dele, Bolsonaro teve contribuição zero para esse acordo. -36
Link leonardoteodoro As mensagem publicadas falam por si. A postura dele como magistrado foi criminosa. -36
Link GenilsonDosTrombone Depois de um post desses, é muita cara de pau vcs chamarem o pessoal do BrasildoB de maconheiro ... vcs claramente estão usando drogas muito mais pesadas -35
Link VetusMortis_Advertus Tipo falar que nao é fascista e ignorante e votar no bozo -35
Link Ins4ne_O Gado -34
Link raimundoneto Melhor um homem morto do que uma mulher assediada. -34
Link Beta_C_Mag_Fan Mais burro ainda é acreditar nessa estória retwitt por bots a parecer que foi escrita por Olavo de Carvalho -33
Link NoxNoctis4242 Não era o Boldonaro porque na época e ele era um deputado irrelevante de baixo clero e de um legenda de aluguel do Centrão. Estava ocupado fundando um clã político com os filhos. -33
Link vinicius89 Ainda bem que aqui é sem censura e posso dizer que vcs devem ser todos um retardados por continuarem acreditando nesses caras kkkkkkkkkkkkkk \n\nDeve ser muito difícil admitir que errou mesmo... Terapia deve ajudar -33
Link barraesse Ela não fala nada com nada, fala merda em todos os tópicos e quando a galera perde a paciência, diz que é perseguição -32
Link Beta_C_Mag_Fan Qual será o próximo jornal a publicar esta notícia? Jornaldacidadeonline? KKKKKKKKKKKKKKKK. Minions, parem que já ta cringe -32
Link ebaroni83 Realmente, aqui nesse sub desonestidade intelectual é o que não falta. -32
Link fcampos2015 Populismo eu passo.\n\nDeixar de investir em uma area X (cultura) para investir em outra (educação) só por clamor popular não me parece ser algo aceitavel.\n\nNão que eu ache que se deva investir em cultura, só que seria mais justo acabar com essa pauta de uma vez então. -32
Link GenilsonDosTrombone Que desgraça! O imbecil do Bolsonaro é obrigado por lei a se retratar da burrice que ele falou .... depois a anta bota a bosta dos minions dele pra ficar provocando pseudo-intriga e uns bosta dos lambe-cu ficam seletivamente indignados -32
Link Malek_of_the_Sarafan Porque? Teu Pt e PSOL estão fodendo tudo o tempo todo. Que tal parar de apoiar esquerda extrema, op filho da puta? -32
Link OperaRotas Não, é babaca mesmo -32
Link sec0hd Antagonista só com Outline -32
Link VyMajoris Professor tem mais é que se foder. Gastam metade do dia das crianças e no final elas não aprendem porra nenhuma e se aprendem, aprendem merda. -32
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2019.07.17 19:20 FilhodeOdin Fim de uma amizade de anos, orgulho ou tenho razão?

ALERTA DE TEXTÃO
De um tempo pra cá não falo mais com meu melhor amigo, nos conhecemos desde a 8º serie, hoje temos 23 anos, tudo ocorreu quando ele começou a namorar um cara de um app onde ele conheceu alguns meses atras, ele vinha desabafar comigo como sempre quando acontecia algo, e era normal entre a gente, creio que como em todas as amizades, nisso um dia ele veio falar de quando o ficante dele (antes de começarem a namorar) começou a tratar ele de um jeito ruim, seco, grosso e desdenhando dele, e também de um jeito possessivo como se ele não pudesse conversar com certas pessoas, como se mandasse nele, então eu aconselhei a tomar cuidado com esse relacionamento, pois se ele for uma pessoa toxica não vai trazer bem nenhum a ele, nisso varios desabafos rolaram entre varias intrigas deles, e eu falava pra ele tomar cuidado e terminar com ele, mas que era so uma opiniao minha para o bem dele, que ele mesmo assim poderia escolher a decisão que ele quisesse.
Nisso em 1 mês que se conheceram já começaram a namorar, até ai fiquei preocupado pois o namorado dele não parecia uma pessoa saudável pra ele, mas como eu sempre disse, a decisão era dele, então, como melhor amigo dele, falei pra ele colocar em um grupo do whatsapp de amizade nosso, onde era eu, ele e uma amiga em comum, pra eu conhecer melhor o namorado e fazer uma amizade, nisso brincamos e fui super simpático com ele, apesar de ele ter se demonstrado meio seco de inicio, e eu entendi que talvez seja por timidez, fui dormir, até que 4h da manhã recebi uma mensagem do namorado dele no privado me falando milhões de palavrões e coisas, de inicio não entendi nada, achei que era brincadeira do Alan (meu amigo), mas como as mensagens não paravam de vir eu resolvi acordar melhor e ver o que era, era mensagens dele dizendo exatamente:
"E ai fudido, beleza? Me fala qual a sensação de ficar se metendo na relação dos outros? dando opinião sobre uma pessoa que nem conhece? ta ficando doido? Até ontem tava afim pra porra de te conhecer mas agora tu é um cuzao, depois de ler o que tu escreve pro alan tuas opiniões e saber que como você, quero que você se foda, ta com ciume do teu amigo cara? toxico aqui é você, a unica pessoa que vejo como possessiva e abusiva aqui é tu, com medo de perder uma amizade dando palpite no relacionamento dos outros.." e foi assim por umas varias mensagens falando varias merdas
De inicio fiquei puto e não sabia como reagir, mas por respeito ao meu amigo resolvi falar de boas com ele, resumindo falei que realmente não conheço ele e que o que opinei foi por conta de coisas que ouvi sobre o Alan e que foi apartir dele que tirei minhas conclusões já que ELE quis a minha opinião, já que me preocupo com ele e você não tem nada a ver com isso, por isso mesmo que queria te conhecer, pra ver o seu lado e como você era.
E assim foi, ele me xingou pra caramba, falou um monte de coisas e quando fui falar com o Alan, o namorado me respondeu pelo celular dele também me falando bosta, o Alan viu e brigou com ele mas continuaram juntos, passando o pano pra ele e dizendo que eles mechem um no celular do outro, porém senti que minha privacidade foi invadida pois tinha muita coisa intima minha nas mensagens, coisas do tipo desabafos de suicídio, depressão e ansiedade que possivelmente tenho.
Passou uns dias e o Alan ficou meio estranho comigo e eu comentei isso com ele, ele disse que enquanto eu e o namorado dele estiver na vida dele, nos dois vamos ter obrigação de conviver um com o outro, e isso me deixou puto e chateado, nisso o namorado dele vem de novo me mandar mensagem escrevendo: " Bom dia Jonas beleza? Então cara relaxa que não vou te ofender, ainda não - quem quer te conhecer agora sou eu, me procura pra gente bater um papo de homem pra homem, o capitao aqui fiscal do Alan como tu diz nas mensagens (nas mensagens em privado com o meu amigo) quer falar contigo pessoalmente, afinal não somo moleques né" eu ignorei ele, e ai ele vem com mensagens me ridicularizando e debochando dos meus problemas me chamando de depressivo, isolado, anti social e tudo mais, e isso me afundou de mais, eu fiquei mal pra caralho, chateado e puto com o Alan por ter permitido um cara tao random e toxico fazer isso, sendo que claramente ele queria passar o pano dizendo que o namorado nao estava nem errado e nem certo em suas atitudes de proibir que ele me contasse as coisas do relacionamento, dizendo que brigaram por ele ter vindo falar comigo mas nada alem disso mudou pois ele veio me ofender novamente.
Nisso passou 1 mes e os dois estavam bloqueados em tudo, a Anne, a amiga em comum, me mostrou ele dizendo pra ela que eu que dei motivo pra isso tudo e que eu sempre fiz isso com todas as amizades que tive, sendo que ele sabe que as amizades do passado que tive e que cortei foi por que eram pessoas escrotas, um agredia a namorada, outra fez o mesmo que ele fez agora e outros me falaram merdas quando estavam bebados , e por conta dessa conversa entre ela e ele que me ela me mostrou, resolvi sumir, até que então o Alan veio aqui, hoje no caso, veio querer conversar comigo e tentar esclarecer, mas continuando dizendo que entende os dois lados e nao entende o por que de eu ter parado de falar com ele e sumido, mostrei as conversas do namorado dele sendo escroto comigo, dei toda minha visão e de como eu fiquei puto e chateado por ele simplesmente (na minha visão) ter ficado nem ai com isso tudo, discutimos e tudo e ele diz que eu também fui errado em ter sumido e agido como se a amizade dele não valesse nada, sendo que foi ele quem priorizou um relacionamento de um mês, nisso antes de ele ir embora, ele perguntou o que seria da nossa amizade agora, e eu disse que não sei, que seria com o tempo, mas que se ele quisesse falar comigo seria por ligação ou vir ate aqui, então ele disse que não teria como desse jeito se for pra eu fazer assim, e eu disse que se ele continua com o cara então não me sinto a vontade pra continuar conversando por mensagem com ele. Nos despedimos e entrei, mas me bateu uma puta tristeza, por que não sei se estou errado ou certo, e gosto muito dele, porém eu sou o tipo de pessoa que quando alguém vacila comigo eu não consigo perdoar facilmente, estou sendo orgulhoso ou estou com a razão? não sei o que dizer só sei que sinto raiva, tristeza e magoa, não tenho amigos e o único que tinha me deixa assim, já me sinto solitário e o único amigo que eu sentia que poderia contar a vida toda e me fazia bem, sinto falta dele, e me decepciona de mais, não sei mais o que pensar.
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